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Eleição em cidade do ES tem ex-prefeito, ex-vereador e esposa de ex-prefeito

Convenções partidárias confirmaram três nomes para disputa pela Prefeitura de Boa Esperança. Campanha eleitoral começa na quinta-feira (1) para a eleição suplementar

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 28/06/2021 às 17h21
Chapas aprovadas em convenções partidárias para concorrer a PRefeitura de Ba
Antônio José e Izael Marchiori (Republicanos); Leandro Cardoso (PDT) e Fernanda Milanese (Solidariedade); Lauro Vieira (PP) e Cláudio Boa Fruta (DEM). Crédito: Reprodução/Redes Sociais

O município de Boa Esperança, Noroeste do Estado, terá três chapas disputando a prefeitura na eleição suplementar, que tem data marcada para o dia 1º de agosto. Os nomes foram confirmados durante as convenções partidárias, realizadas pelas legendas entre os dias 21 e 26 de junho. 

O resultado das reuniões entre os líderes e integrantes das agremiações confirmou o que já era apontado nos bastidores. No lugar de Romualdo Milanese (Solidariedade), candidato mais votado em 2020 que teve a candidatura barrada pela Justiça Eleitoral, o grupo politico formado por seis partidos – Solidariedade, PSB, PT, Cidadania, PSL e PDT – confirmou o nome de Fernanda Milanese (Solidariedade), enfermeira e esposa de Romualdo, como candidata a prefeita, com o agricultor Leandro Cardoso (PDT) como vice.

Do outro lado, o bloco do DEM, PP, MDB e Podemos confirmou a chapa com Cláudio Boa Fruta (DEM) – que disputou a prefeitura em 2020 – e o ex-prefeito do município Lauro Vieira (PP) como vice.

Além das duas candidaturas dos grupos rivais, o Republicanos decidiu correr sozinho e confirmou, em convenção, uma chapa puro-sangue com dois ex-vereadores: Antônio José, para prefeito, e Izael Marchiori, vice.

Os partidos têm até quarta-feira (30) para registrar os pedidos de candidatura na Justiça Eleitoral. Republicanos e Solidariedade já fizeram a solicitação. A chapa do DEM deve fazer o mesmo nos próximos dias.

O clima de disputa se arrasta há quase um ano, mas a demora não desanimou os candidatos. As legendas se dizem otimistas para concorrer. "Estamos muito otimistas, estamos vindo para tirar o município dessa insegurança política", afirma Lauro Vieira. Ex-prefeito do município, Vieira se elegeu em 2016 com apoio de Romualdo, mas os dois romperam quando, em 2020, o político do Solidariedade lançou o próprio nome na disputa e não apoiou a reeleição do progressista.

O grupo de Romualdo também perdeu o apoio do Republicanos. No ano passado, os dois partidos caminharam juntos. No entanto, durante o período em que o presidente da Câmara Municipal, Renato Barros (Solidariedade), responde interinamente pela prefeitura, as duas legendas romperam após Antônio José, agora candidato, perder o cargo de secretário municipal de Agricultura.

Em contrapartida, PSB e Solidariedade costuraram o apoio do PDT, que no ano passado não apoiou ninguém. Para isso, Rogério Vieira, presidente municipal do PSB e que foi vice na chapa de Romualdo, abriu mão da vaga para ceder o espaço ao agricultor Leandro Cardoso, do PDT.

A troca, no entanto, não foi motivo de desgaste. "Foi tranquilo abrir mão porque foi tudo conversado, tudo no acordo dentro do grupo. Não teve briga e nem discussão. O grupo entendeu que assim seria melhor para agregar o PDT", garante Rogério Vieira.

Fernanda Milanese também está otimista e diz ter visto muita receptividade na população. "A gente está muito animada. Eu falei para o Leandro (Cardoso, vice na chapa) que a chegada dele só fez a gente ficar mais animada porque ele acredita muito em mim e eu acredito muito nele. Estou muito satisfeita com a receptividade do grupo, dos partidos e da população", pontua.

RELEMBRE O CASO

A eleição suplementar em Boa Esperança foi marcada após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negar, no dia 15 de abril, o recurso de Romualdo Milanese (Solidariedade) e manter a decisão do TRE-ES de barrar a candidatura dele, anulando os votos recebidos pela chapa.

A Corte Eleitoral considerou que, no momento da filiação ao Solidariedade, que se deu no início de abril do ano passado, Romualdo estava com os direitos políticos suspensos, devido a uma condenação por improbidade administrativa que o tornou inelegível por três anos. Dentro desse período, não é permitido se filiar a uma legenda ou concorrer a cargo eletivo.

A defesa de Romualdo recorreu até a última instância, mas com a decisão do TSE de manter o entendimento da Corte capixaba, o município está vivendo todo o processo eleitoral novamente.

Além de Boa Esperança, outros três casos semelhantes tramitam na Justiça Eleitoral e aguardam um desfecho, que pode incluir eleições suplementares: ItapemirimMarataízes e Ibitirama.

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