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Polícia pedirá prazo maior para investigar explosão de carro em Vitória

O empresário Ricardo Portugal morreu carbonizado após o carro que ele dirigia explodir em movimento no fim de outubro do ano passado. A Polícia Civil informou que vai solicitar à Justiça um novo prazo para apurar as causas do acidente

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 29/07/2021 às 16h09
Do veículo, sobrou apenas a carcaça de metal; motorista morreu e autoridades ainda trabalham no local
Do veículo, sobrou apenas a carcaça de metal; motorista morreu carbonizado ao não conseguir se desprender do cinto de segurança. Crédito: Carlos Alberto Silva

A explosão de um Jeep Compass em movimento que matou um empresário em Bairro República, em Vitória, completa exatos nove meses nesta sexta-feira (30) sem respostas e com a informação de que a polícia pedirá prazo maior para concluir o inquérito do caso. Perto do meio-dia de 30 de outubro de 2020, Ricardo Portugal, na época com 38 anos, trafegava sozinho na direção do veículo pela Avenida Adalberto Simão Nader quando, pouco antes do acesso ao aeroporto, o SUV explodiu, como registrado por câmeras de comércios da região. 

Desde então, a Polícia Civil investiga o caso e as respostas para a explosão ainda são desconhecidas — ou não repassadas. A investigação é feita pela Delegacia de Delitos de Trânsito.

Devido à complexidade do caso e ao fato de o inquérito não ter sido concluído, a PC comunicou que solicitará um novo prazo ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES), encaminhará o documento ao órgão para reforçar o pedido. O conteúdo do inquérito é desconhecido, já que as investigações correm em sigilo.

PRAZO EXPIRADO

Em 12 de fevereiro deste ano, pouco mais de quatro meses após o ocorrido, a juíza Gisele Souza de Oliveira determinou o período de 90 dias para se chegar a uma conclusão do caso, já prorrogando um pedido feito em janeiro por mais tempo para caminhar com a investigação.

Carro pegou fogo enquanto trafegava na Avenida Simão Nader, em Vitória

Esse último prazo, segundo respostas anteriores da Polícia Civil, passou a ser contabilizado a partir do dia 15 de abril, data em que o inquérito foi devolvido do MPES à Delegacia de Delitos de Trânsito. Desta forma, na metade deste mês o segundo prazo concedido expirou. Em um estágio inconclusivo até o momento, a polícia informou nesta quinta-feira (29) que fará um novo pedido à Justiça.

A reportagem demandou a assessoria do Tribunal de Justiça do Espírito Santo para checar se o pedido já chegou ou foi concedido, porém, não houve retorno.

MISTÉRIO

Entre as muitas possibilidades cogitadas para a explosão do Compass, uma foi descartada de imediato: explosão do cilindro de gás combustível. Ainda na tentativa de apagar as chamas e salvar o motorista, foi constatado pelos Bombeiros que o veículo não possuía motor a gás, nem portava o compartimento específico.

Empresário Ricardo Portugal, de 38 anos, morreu em acidente de carro
Empresário Ricardo Portugal, de 38 anos, morreu na explosão do próprio veículo no dia 30 de outubro de 2020. Crédito: Acervo pessoal

Após explodir ainda em movimento, o SUV começou a pegar fogo. Com o corpo em chamas, Ricardo Portugal não conseguiu se desprender do cinto de segurança e morreu carbonizado.

O empresário foi sepultado dias após o incidente, depois que a família teve indeferido pela Justiça o pedido para realizar a cremação dos restos mortais.

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