Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Caso intrigante

Seis meses sem respostas: o que se sabe sobre explosão de carro em Vitória

Completa seis meses nesta sexta-feira (30) a explosão do Jeep Compass que resultou na morte do empresário Ricardo Portugal. Ele trafegava pela Avenida Adalberto Simão Nader no dia 30 de outubro de 2020 quando o carro explodiu em movimento

Publicado em 30 de Abril de 2021 às 11:08

Murilo Cuzzuol

Publicado em 

30 abr 2021 às 11:08
Do veículo, sobrou apenas a carcaça de metal; motorista morreu e autoridades ainda trabalham no local
O Jeep Compass ficou completamente destruído após explodir ainda em movimento no dia 30 de outubro de 2020. Passados seis meses, ainda não se sabe o que causou a explosão   Crédito: Carlos Alberto Silva
Um carro que trafegava normalmente por uma avenida movimentada e simplesmente explodiu. A descrição anterior pode parecer cena de filme, mas foi justamente o que aconteceu em 30 de outubro de 2020. Nesta sexta-feira (30), o caso completa exatos seis meses. 
No dia do ocorrido, o empresário Ricardo Portugal, na época com 38 anos, dirigia o próprio veículo, um Jeep Compass pela Avenida Adalberto Simão Nader, em Vitória, quando o SUV explodiu em movimento. Na sequência, o veículo foi consumido pelas chamas e o condutor morreu carbonizado por não ter conseguido se desprender do cinto de segurança.
Desde então, inúmeras perguntas surgiram sobre o que poderia ter ocorrido: como um carro explode em movimento? Havia algo inflamável no veículo? Poderia ter algo explosivo instalado no carro? Estes são apenas três das muitas dúvidas que pairam sobre o caso. E, passados seis meses, ainda não há respostas para nenhuma delas.
Empresário Ricardo Portugal, de 38 anos, morreu em acidente de carro
Ricardo Portugal era quem dirigia o Jeep Compass. O empresário não conseguiu se soltar do cinto de segurança e morreu carbonizado Crédito: Acervo pessoal
Aos muitos questionamentos feitos pela reportagem de A Gazeta ao longo deste período à Polícia Civil, que está responsável pela perícia e confecção do laudo que apontará as causas, a complexidade do caso é a resposta padrão, sem, entretanto, existir um detalhamento sobre o que torna o caso tão complexo.

A EXPLOSÃO

Na resposta mais recente da Polícia Civil, a informação é de que inquérito policial foi devolvido à Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito no último dia 15. A partir desta data, começou a valer o prazo estendido pela Justiça, de 90 dias – esta decisão havia sido dada ainda em janeiro, mas o inquérito policial não havia sido remetido à Delegacia de Delitos de Trânsito (DDT). 
A Polícia Civil informou ainda que diligências e oitivas seguem em andamento e para que a apuração seja preservada, nenhuma outra informação será repassada. A reportagem de A Gazeta solicitou entrevista com o delegado Maurício Gonçalves, que responde pela DDT, mas o pedido não foi atendido.

ALGUNS FATOS SOBRE O CASO

Apesar de faltarem respostas concretas sobre as causas da explosão do Jeep Compass, alguns pontos já foram evidenciados e elucidados. Abaixo, listamos alguns deles.

Qual o prazo para a conclusão da perícia?

Não. O Jeep Compass não era movido a gás veicular e não foram encontrados cilindros para o mesmo nos trabalhos de contenção do fogo pelos Bombeiros e também na perícia inicial feita momentos após o controle do fogo.
Segundo declarações de familiares após o trágico acidente, o SUV havia passado por manutenção cerca de 15 dias antes do ocorrido. De acordo com o levantamento feito pela reportagem e checado com a família, o carro foi comprado no ano de 2018, e nunca havia apresentado qualquer tipo de problema.
Pelo fato da perícia ainda não ter sido concluída e, consequentemente, o laudo com as causas não ter sido confeccionado, o Jeep Compass permanece de posse da Polícia Civil do Espírito Santo.
A Fiat Chrysler Automóveis (FCA), proprietária da marca Jeep, já se manifestou anteriormente em dizer que acompanha o caso e que "aguarda o laudo da perícia para poder analisar a ocorrência". A empresa, entretanto, teve negado o pedido feito à Justiça para poder indicar um assistente técnico para acompanhar os trabalhos periciais. A juíza Gisele Souza de Oliveira destacou a natureza criminal do presente procedimento, não havendo espaço para a atuação da empresa fabricante nas investigações.
Diante do retorno do inquérito à Delegacia de Delitos de Trânsito no último dia 15, desde então a DDT obteve mais 90 dias para trabalhar e encontrar respostas para o ocorrido.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Duas pessoas são presas com carro que havia sido roubado no Sul do ES
Imagem BBC Brasil
As mudanças climáticas vão nos encolher?
Laura garantiu a classificação do Prospê para a segunda fase do Brasileirão Feminino Série A3 com gol olímpico
Prosperidade vence Atlético-BA e garante vaga com gol olímpico

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados