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Publicado em 6 de outubro de 2022 às 11:07
A corretora de imóveis Adriana Felisberto Pereira, 33 anos, que atropelou e matou a modelo Luísa Lopes, de 25 anos, no dia 15 de abril, na orla de Camburi, em Vitória, foi indiciada pela Polícia Civil. As investigações foram encerradas nesta quarta-feira (5) e concluíram que Adriana ingeriu bebidas alcoólicas antes de dirigir. Pelo crime doloso qualificado, ela pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.>
Nas investigações, a polícia buscou imagens de dois bares por onde Adriana passou (veja abaixo). Ficou comprovado que a corretora consumiu copos de cerveja e doses de vodca com uma familiar.>
Primeiro, por volta das 17h, ela parou em um bar em Jardim Camburi, onde ficou por 45 minutos. No local, consumiu dois caranguejos e alegou para a polícia ter consumido água. No entanto, a comanda do bar mostra dois caranguejos e duas cervejas de marcas diferentes, e não água. >
Depois, foi para um bar no Triângulo das Bermudas, na Praia do Canto, onde ficou por 1h40. Câmeras de segurança do bar do Triângulo mostraram Adriana pegando uma garrafa de cerveja. É possível ainda ver que ela coloca a cerveja no copo dela e consome. Ao todo, segundo a polícia, ela levou o copo à boca durante 23 vezes. >
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Posteriormente, ainda de acordo com a polícia, ela fez ingestão de outra bebida, vodca. A comanda mostra que a vodca foi paga por um indivíduo da mesa ao lado de Adriana. A análise mostrou que a Adriana levou o copo de vodca 20 vezes à boca em 1h22. O homem que serve a vodca levou, pelo menos, quatro copos da bebida para a condutora do veículo. Segundo o delegado, tanto o individuo oferece, como ela pede mais a ele. O último copo foi servido cerca de 10 minutos antes do atropelamento ocorrer na Avenida Dante Michelini.>
O titular da Delegacia de Delitos de Trânsito (DDT), delegado Mauricio Gonçalves, destacou o desprezo de Adriana pela vida de Luísa Lopes. "Verifica-se que a conduta da motorista é de preocupação nenhuma com o que aconteceu e com o resultado que ela produziu. Ela menosprezou a vítima", afirmou. >
Adriana Felisberto Pereira segue em liberdade. Mas a polícia adiantou, na coletiva, que vai pedir a prisão dela à Justiça.>
Uma análise preliminar realizada pela Secretaria Municipal de Segurança Urbana (Semsu), da Prefeitura de Vitória, do momento do acidente apontou que a jovem atravessava a via de bicicleta fora da faixa de pedestres e o semáforo estava aberto para os motoristas quando a tragédia aconteceu.>
As investigações da Polícia Civil mostraram que Luísa Lopes estava, sim, na faixa de pedestres e só se afastou quando percebeu que o veículo se aproximava dela em alta velocidade. O impacto ocorreu fora da faixa, de acordo com o inquérito, e o veículo da corretora de imóveis estava em uma velocidade superior a 72 km/h, acima do limite permitido na via (60 km/h). A colisão fez a modelo ser lançada a 40 metros de distância. >
A modelo Luísa Lopes morreu após ser atropelada na Avenida Dante Michelini, na altura do bairro Jardim da Penha, em Vitória. O acidente aconteceu na noite de 15 de abril de 2022. O carro que atingiu a ciclista seria dirigido pela corretora Adriana Felisberto Pereira, de 33 anos. >
Na data do atropelamento, a motorista foi presa em flagrante por embriaguez ao volante. Segundo a Polícia Militar, ela apresentava sinais de embriaguez e se negou a fazer o teste do bafômetro. No dia seguinte, ela pagou uma fiança de R$ 3 mil e deixou a prisão, mas deve obedecer algumas medidas restritivas.>
Para conceder a liberdade provisória, o magistrado José Leão Ferreira Souto considerou a ausência de antecedentes criminais e a própria autuação. Na decisão, o juiz destacou que policiais afirmaram ter recebido, no local do acidente, a informação de que outro carro teria atropelado a modelo. A Polícia Civil descartou essa hipótese no inquérito policial e disse que as marcas de batida no carro da corretora ocorreram antes do acidente. >
No dia 19 de abril, A Gazeta teve acesso a imagens de videomonitoramento da Prefeitura de Vitória que mostram o momento do acidente.>
Dias após Adriana ser solta, amigos e familiares da Luísa Lopes fizeram um protesto para pedir por Justiça. Durante o ato, os manifestantes seguraram cartazes, pintaram parte do asfalto de vermelho e penduraram uma bicicleta no poste para chamar atenção para a morte da modelo.>
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