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Morte de modelo em Vitória: polícia pede mais 30 dias para concluir inquérito

Luísa Lopes foi atropelada e morreu em abril, na Avenida Dante Michelini, em Camburi; na última semana, quando o fato completou dois meses, a Justiça cobrou da polícia a conclusão do caso

Tempo de leitura: 3min
Vitória
Publicado em 23/06/2022 às 12h11
Luísa Lopes, de 24 anos, em entrevista ao programa Em Movimento, da TV Gazeta
Luísa Lopes, de 24 anos, em entrevista ao programa Em Movimento, da TV Gazeta. Crédito: Reprodução TV Gazeta

Polícia Civil pediu mais 30 dias para concluir o inquérito policial sobre a morte da modelo Luísa Lopes, de 24 anos. A jovem foi atropelada em abril, na Avenida Dante Michelini, em Vitória. No último dia 15, quando o caso completou dois meses, a Justiça cobrou da corporação a conclusão do caso.

A postergação do prazo para o fechamento do inquérito foi confirmado pela corporação à reportagem de A Gazeta na manhã desta quinta-feira (23). No portal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), consta que a Justiça expediu ofício na quarta-feira (15) cobrando o inquérito.

Primeiramente, a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (DDT), informou que o ofício da Justiça ainda não havia chegado na DDT.

Em nota enviada posteriormente, afirmou que o caso segue em investigação na DDT e pediu à Justiça mais 30 dias para que o Inquérito Policial seja concluído. Finalizou, salientando não haver, neste momento, outras informações sobre o caso que possam ser repassadas.

homicídio no trânsito
Ato em protesto pela morte de Luísa Lopes. Crédito: Fernando Madeira

O ATROPELAMENTO

A modelo Luísa Lopes, de 24 anos, morreu após ser atropelada na Avenida Dante Michelini, na altura do bairro Jardim da Penha, em Vitória. O acidente aconteceu na noite de 15 de abril de 2022.

O carro que atingiu a ciclista seria dirigido pela corretora Adriana Felisberto Pereira, de 33 anos. Na data do atropelamento, a motorista foi presa em flagrante por embriaguez ao volante. Segundo a Polícia Militar, ela apresentava sinais de embriaguez e se negou a fazer o teste do bafômetro. No dia seguinte, ela pagou uma fiança de R$ 3 mil e deixou a prisão, mas deve obedecer algumas medidas restritivas.

Para conceder a liberdade provisória, o magistrado José Leão Ferreira Souto considerou a ausência de antecedentes criminais e a própria autuação. Na decisão, o juiz destacou que policiais afirmaram ter recebido, no local do acidente, a informação de que outro carro teria atropelado a modelo.

Todavia, no dia 19 de abril, A Gazeta teve acesso a imagens de videomonitoramento da Prefeitura de Vitória que mostram o momento do acidente. Segundo o município, a vítima atravessava fora da faixa, com o sinal aberto para os veículos, e não houve envolvimento de outro automóvel.

Dias após Adriana ser solta, amigos e familiares da Luísa Lopes fizeram um protesto para pedir por Justiça. Durante o ato, os manifestantes seguraram cartazes, pintaram parte do asfalto de vermelho e penduraram uma bicicleta no poste para chamar atenção para a morte da modelo.

Na época dos fatos, o advogado Marcos Vinícius Sá, que representa a família da vítima, reforçou que trata-se de um homicídio que precisa ser apurado. Já o advogado Jamilson Monteiro dos Santos, de Adriana, afirmou que aguardaria a conclusão do inquérito policial, a ser confeccionado pela Polícia Civil.

A Gazeta procurou ambos os advogados, nesta quinta-feira (23), para comentarem a prorrogação do inquérito. Marcos Vinicius de Sá disse que irá à delegacia e depois poderá conversar com a reportagem. Jamilson Monteiro dos Santos ainda não retornou. 

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