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Mais de 30 acusados de crimes sexuais como estupro são presos no ES

Entre os 34 presos na primeira fase da Operação SVU, da Polícia Civil, estão  um guarda-vidas, um carpinteiro e um missionário evangélico

Publicado em 23/11/2020 às 17h28
Crimes sexuais
Autoridades policiais apresentam resultados da Operação SVU. Crédito: Gabriela Ribeti

Polícia Civil, por meio da Superintendência de Polícia Interestadual e Capturas (Supic), deflagrou a Operação SVU, com o objetivo de cumprir mandados de prisão em aberto de autores de crimes sexuais. Desde o início de outubro até hoje, 34 homens foram presos, acusados de crimes como estupro, estupro de vulnerável e estupro em segunda modalidade, tipificação que passou a existir no Código Penal em 2009, substituindo o antigo crime de atentado ao pudor. Segundo a polícia, a operação começou na Grande Vitória e será estendida para todo o Espírito Santo.

De acordo com informações da Polícia Civil, as diligências foram realizadas de forma sigilosa, após levantamentos da equipe da Supic. Todos os indivíduos detidos possuíam mandados de prisão em aberto, seja de prisão temporária, preventiva ou por condenação. Também segundo a PC, o nome da operação foi inspirado no trabalho das divisões especializadas em crimes sexuais existentes em alguns departamentos de polícia norte-americanos, denominados Special Victims Unit (SVU) ou Unidade de Vítimas Especiais, em português.

Entre os presos na primeira fase da operação estão um guarda-vidas de 50 anos, um carpinteiro de 78 anos, um missionário evangélico de 41 anos e um homem de 25 anos. A Polícia Civil não identificou os agressores com a finalidade de preservar as vítimas.

PRISÕES REALIZADAS

Entre 01/10/2020 e 31/10/2020 foram 21 prisões, sendo:

  • 01 por crime de estupro;
  • 11 por estupro de vulnerável;
  • 09 por estupro em segunda modalidade;

Entre 1/11/2020 e 22/11/2020 foram 12 prisões, sendo:

  • 03 por estupro;
  • 07 por estupro de vulnerável;
  • 02 por estupro em segunda modalidade;

PERFIL DE ALGUNS DOS DETIDOS

  • Guarda Vidas (50 anos): preso no dia 14/10/2020 em Cariacica, em cumprimento ao mandado de prisão temporária expedido em 12/03/2020, pelo crime de estupro de vulnerável. Consta no boletim de ocorrência que o detido abusou sexualmente da enteada, no ano de 2019. A vítima tinha, então, 14 anos e afirmava que o agressor ameaçava matar sua família caso ela contasse sobre os abusos. Em seu desfavor, também consta mandado de prisão preventiva por crime de ameaça na forma da Lei Maria da Penha, expedido em 04/03/2020. Consta no boletim que o detido tentou agredir a companheira, mãe da adolescente violentada, sendo impedido pela enteada. Ele, então, pegou uma arma de fogo e efetuou disparos do lado de fora da residência, ameaçando incendiar a casa caso a polícia fosse acionada;
  • Homem (25 anos): preso no dia 29/10/2020, na Serra, em cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido em 11/04/2019, pelo crime de estupro de vulnerável. Consta no Boletim de Ocorrência que o detido abusou sexualmente de uma das irmãs, na época com 12 anos, e tentou violentar a outra, então com 14 anos. Os crimes ocorreram em 2014 e foram descobertos pela equipe da escola onde as vítimas estudavam, que acionaram o Conselho Tutelar, que, por sua vez, levou o caso ao conhecimento da polícia;
  • Carpinteiro (78 anos): preso no dia 22/10/2020, em Viana, em cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido em 20/02/2018, pelo extinto crime de atentado violento ao pudor (que passou a ser considerado estupro a partir da mudança da lei, em 2009);
  • Missionário evangélico (41 anos): preso no dia 26/10/2020, na Serra, dentro de uma igreja evangélica onde atuava como missionário, em cumprimento de mandado de prisão definitiva expedido em 22/02/2019. O detido foi condenado a 32 anos de prisão pelo crime de estupro de vulnerável, cometido em 2014, contra duas familiares. O condenado não ofereceu resistência.

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