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Entenda por que jovem foi morto durante festa de aniversário em Vila Velha

Entenda por que jovem foi morto durante festa de aniversário em Vila Velha

Crime foi motivado por disputas entre bocas de fumo em Jardim Marilândia; vítima foi monitorada durante churrasco e executada após informações repassadas em tempo real

Publicado em 8 de janeiro de 2026 às 18:03

(esquerda) Carlos Andryel de Oliveira Santos, de 18 anos e Kayki Mateus Willian Lima Morais, de 20 anos (direita) foram presos por envolvimento em morte de jovem em festa de aniversário em Vila Velha
(esquerda) Carlos Andryel de Oliveira Santos, de 18 anos e Kayki Mateus Willian Lima Morais, de 20 anos (direita) foram presos por envolvimento em morte de jovem em festa de aniversário em Vila Velha Crédito: Divulgação | Polícia Civil

A execução do jovem Gabriel Lourenço Carvalho, de 21 anos, morto a tiros no dia 23 de agosto do ano passado no bairro Cobilândia, em Vila Velha, foi motivada por disputas entre pontos de tráfico de drogas no bairro Jardim Marilândia. A informação foi detalhada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (8) durante coletiva de imprensa que marcou a conclusão do inquérito conduzido pela Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) do município.

Segundo as investigações, tanto a vítima quanto os dois suspeitos presos tinham envolvimento com o tráfico de drogas e pertenciam a grupos rivais que disputavam o controle de áreas de venda no bairro Jardim Marilândia. No dia do crime, Gabriel participava de um churrasco em frente a um comércio de Cobilândia, onde residia um parente da companheira dele. 

De acordo com a Polícia Civil, por estar em um local um pouco distante de onde morava, a vítima estava tranquila, acreditando estar em um local seguro, longe das rivalidades que mantinha.

Informações em tempo real

Polícia aponta que vítima foi monitorada durante churrasco e executada após informações repassadas em tempo real

Durante a confraternização, um dos suspeitos, Kayki Mateus Willian Lima Morais — primo da esposa de Gabriel — estava dentro do estabelecimento comercial. Ao perceber a presença da vítima na região, ele passou a se comunicar por telefone com Carlos Andryel, apontado como o autor dos disparos.

"O Kayki, que já possuía rivalidade com Gabriel, estava o tempo todo conversando com o Carlos Andryel, passando ali a posição, a localização e afirmando que a vítima estava no local. Porque, como ambos tinham esse atrito com o Gabriel, eles estavam ali tramando a morte dele", explicou o delegado, explicou o delegado Cleudes Júnior, adjunto da DHPP de Vila Velha.

Ainda conforme a investigação, Kayki Mateus chegou a sair do comércio, retornou minutos depois e permaneceu do outro lado da rua, fora do campo de visão de Gabriel, continuando a monitorar a movimentação dele.

Pelas costas

Carlos Andryel chegou ao local em uma bicicleta e ficou escondido atrás de uma edificação. Após receber a confirmação de que a vítima ainda estava no local, ele saiu de trás da marquise e efetuou mais de quatro disparos pelas costas, sendo que o alvo estava sentado na calçada.

"Carlos Andryel surpreende a vítima pelas costas e desfere mais de quatro disparos na região da nuca. Pegou a vítima desprevenida, participando do churrasco", afirmou o delegado. Após os disparos, os dois suspeitos fugiram de bicicleta em direção ao bairro Jardim Marilândia.

Disputa por bocas de fumo motivou o crime

A Polícia Civil apontou que a motivação do homicídio está diretamente ligada à disputa por pontos de venda de drogas em Jardim Marilândia, onde diferentes grupos rivais atuam em áreas específicas. Segundo a investigação, Gabriel teria expulsado Carlos Andryel de uma dessas áreas meses antes do crime, o que gerou ameaças e agravou a rivalidade. O próprio autor relatou, em depoimento, que se sentia ameaçado pela vítima.

Prisões, confissão e conclusão do inquérito

Dois meses após o homicídio, no dia 24 de outubro do ano passado, a Polícia Civil deflagrou a Operação Espreita, que resultou na prisão de Kayki Mateus Willian Lima Morais, apontado como responsável por repassar informações, e de Carlos Andryel, identificado como o executor.

Na casa de Carlos dele foram apreendidas as roupas usadas no dia do crime. Em depoimento, ele confessou a execução e detalhou a dinâmica do homicídio. Kayki negou envolvimento direto, mas imagens de videomonitoramento e relatos de testemunhas, segundo a polícia, confirmam a participação dele. O inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça.

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