ASSINE

Corpo desmembrado em rio: após ser preso, homem confessa crime no ES

O suspeito de matar Higor Fabiano Rangel, de 24 anos, foi preso nesta segunda-feira (26), e disse à polícia que cometeu o crime porque estava sendo ameaçado

Cachoeiro de Itapemirim / Rede Gazeta
Publicado em 27/07/2021 às 10h06
O corpo de Higor Rangel foi encontrado em abril deste ano no Rio Itapemirim. A polícia chegou até o suspeito depois que a mulher registrou o desaparecimento
Delegacia de Polícia Civil de Cachoeiro de Itapemirim. Crédito: Reprodução

Após ser preso, no dia 26 de julho, o suspeito de matar Higor Fabiano Rangel, de 24 anos, e jogar o corpo no Rio Itapemirim, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, confessou o crime. Ele chegou a dizer que sequestrou a vítima antes de matar, mas nesta terça-feira (24), o delegado Felipe Vivas informou que essa foi uma versão inventada pelo suspeito, na tentativa de isentar a companheira dele de qualquer responsabilidade. Higor teve seu corpo desmembrado e as partes foram jogadas no rio.

A confissão do crime aconteceu durante o interrogatório na delegacia, em Cachoeiro. Segundo o delegado Felipe Vivas, o suspeito, que tem 28 anos, informou que cometeu o crime, pois estava sendo ameaçado pela vítima. O motivo das ameaças seria o envolvimento da ex-mulher de Higor com o suspeito.

“A vítima foi morta porque descobriu que a sua ex-mulher estava se envolvendo com o suspeito. Após saber desse romance, os dois homens começaram a fazer ameaças um para o outro. A vítima teve seu corpo desmembrado pelo criminoso. O corpo somente foi identificado no dia 17 de junho, quando a sua ex-companheira compareceu na delegacia para prestar esclarecimentos”, explicou o delegado.

A data do crime não foi divulgada pela Polícia Civil, mas o corpo de Higor foi encontrado mutilado no dia 28 de abril deste ano.  A primeira parte localizada foi o tronco, depois foram encontrados membros superiores e inferiores, além da cabeça, em sacos plásticos. 

O detido será investigado por envolvimento em homicídio doloso e as investigações vão continuar para identificar e prender outros indivíduos envolvidos neste crime. O suspeito foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cachoeiro de Itapemirim, onde permanecerá à disposição da Justiça.

MULHER TAMBÉM FOI PRESA

mulher, de 27 anos, foi presa nesta segunda-feira (23), e confessou o crime. Segundo a Polícia Civil, ela afirmou que a vítima foi morta, enquanto dormia, pelo atual companheiro dela. De acordo com as investigações, ela abriu a porta da casa para que o suspeito entrasse.

A PRISÃO DO SUSPEITO

Segundo a Polícia Civil, eles chegaram até o suspeito depois que a ex-mulher de Higor procurou a polícia para registrar o desaparecimento, o que só aconteceu no mês de junho, dois meses depois que o corpo foi encontrado. A identificação havia sido realizada por exames.

O corpo de Higor Rangel foi encontrado em abril deste ano no Rio Itapemirim. A polícia chegou até o suspeito depois que a mulher registrou o desaparecimento
O corpo de Higor Rangel foi encontrado em abril deste ano no Rio Itapemirim. Crédito: Reprodução

Enquanto a mulher era questionada sobre os dados do desaparecido, ela informou que ele tinha uma tatuagem no peito. Neste momento, o policial lembrou do corpo de Higor que tinha uma tatuagem com o nome na mesma região. O nome tatuado é do filho do casal. A mulher foi chamada para reconhecer o corpo e a Polícia Civil iniciou a investigação.

O delegado Felipe Vivas informou que o crime foi brutal e planejado, e que o corpo tinha marcas de que tentaram apagar a tatuagem, provavelmente para atrapalhar a identificação.

CORPO FOI ENCONTRADO MUTILADO EM ABRIL

Ainda de acordo com a polícia, partes do corpo estavam envolvidas em sacos plásticos: cabeça, membros inferiores e superiores. O caso chamou a atenção das pessoas, pois, inicialmente, apenas o tronco foi encontrado por moradores do bairro Coronel Borges, no dia 28 de abril deste ano.

Atualização

24 de Agosto de 2021 às 10:20

Após a publicação da reportagem, o delegado Felipe Vivas afirmou que a vítima não foi sequestrada, mas foi morta dentro da própria casa, enquanto dormia. A versão do sequestro teria sido inventada pelo suspeito de assassinato para proteger a namorada, ex-companheira do homem morto. A polícia informou também que a vítima tinha 24 anos, não 23 anos, como havia informado. O texto foi atualizado. 

A Gazeta integra o

Saiba mais

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.