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Grande Vitória

Rodoviários: decisão sobre greve e circulação de ônibus fica para quarta

Segunda reunião entre rodoviários e empresários ocorreu na tarde desta terça-feira (3), no Ministério Público do Trabalho, em Vitória

Publicado em 03 de Dezembro de 2019 às 16:23

Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 dez 2019 às 16:23
Definição sobre possível greve de ônibus neste ano continua em aberto Crédito: Carlos Alberto Silva
Mais uma reunião de negociação entre rodoviários e empresas de ônibus terminou sem acordo final. As duas partes se encontraram no início da tarde desta terça-feira (03), no Ministério Público do Trabalho (MPT) do Espírito Santo, em Vitória. Assim, a decisão sobre a realização da greve ficará para esta quarta-feira (4), quando será realizado um último encontro entre categoria e empresários.
Ao todo, serão três dias de negociações, definidos em audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Espírito Santo, na última sexta-feira (29). Participam das reuniões, representantes do Sindirodoviários (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Espírito Santo) e do GVBus (Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória).
Nesta quarta-feira (4), a reunião no MPT será às 8 horas. Logo depois, às 10h30, os rodoviários farão uma assembleia para decidir se irá, ou não, fazer a greve. Inicialmente, a paralisação estava prevista para começar nesta segunda-feira (2), conforme edital publicado no último dia 28 de novembro. Após a audiência de conciliação da semana passada, porém, a paralisação foi suspensa.

O CENÁRIO APÓS A SEGUNDA REUNIÃO

A reunião começou por volta das 13h30 e durou aproximadamente duas horas. Ao término, o diretor do GVBus, Elias Baltazar, afirmou que não há número definidos e que aguarda a proposta da categoria. Do outro lado, o presidente do Sindirodoviários, José Carlos Sales, afirmou estar negociando e tentando chegar a um acordo, em respeito à classe e à população.
Rodoviários e empresários do setor se reuniram pela segunda vez no MPT, em Vitória Crédito: Larissa Avilez
Conforme consta na ata oficial da audiência, o GVBus sinalizou um reajuste salarial de 2,54% (seguindo a inflação), um reajuste de 2,9% no valor pago de ticket alimentação (0,4% maior que o proposto inicialmente) e a formalização de clausula para utilização de carro extra em horário de pico, conforme pedido pela Justiça.
Ainda durante a reunião desta tarde, o sindicato disse não negociar a mudança da data-base, por causa da atual situação financeira das empresas de transporte e dos consequentes impactos financeiros. A princípio, os rodoviários pediam que a data-base fosse em maio; e a Justiça depois propôs que fosse em agosto. No entanto, ela continuará em novembro.
Mediadora dessas duas reuniões, a procuradora do trabalho Maria de Lourdes Hora Rocha permanece confiante em um consenso. "As partes parecerem dispostas a chegar em um acordo. Ao menos, esta é a impressão que os representantes passaram durante esses nossos encontros", afirmou.

RELEMBRE O PANORAMA INICIAL

Até a semana passada, os rodoviários tinham cinco reivindicações:
  1. Reajuste de 9% no salário;
  2. Diminuição da jornada de trabalho (de 7 horas e 20 minutos para 6 horas);
  3. Mudança da data-base (de novembro para maio);
  4. Não participação no pagamento do plano de saúde;
  5. Criação da função de auxiliar de bordo, para absorver os cobradores, no caso de extinção do cargo.
Em reação, os empresários entraram com uma liminar na Justiça, pedindo que, pelo menos, 90% da frota circulasse durante a greve. À época, o GVBus afirmou não discutir a data-base, a jornada de trabalho e a criação do cargo - postura que permanece -, mas propôs o reajuste salarial de 2,54% e o aumento também de 2,5% no valor pago no plano de saúde.
Por fim, na audiência de conciliação da última sexta-feira, presidida pela desembargadora Ana Paula Tauceda Branco, a Justiça apresentou a seguinte proposta para as partes:
  1. Reajuste de 3,04% de perda inflacionária mais ganho real;
  2. Aumento de R$ 1,00 nos tíquetes de alimentação e restaurante;
  3.  Mudança da data-base para o mês de agosto;
  4. Formalização do uso e da existência de carros extras nos horários de pico.

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