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Como será o reajuste proposto aos servidores da área de segurança do ES

Percentuais foram apresentados pelo governo estadual para policiais militares, civis e bombeiros, além dos inspetores penitenciários e agentes socioeducativos. Categorias ainda avaliam percentuais que podem chegar a até 30%

Publicado em 11/02/2020 às 19h38
Atualizado em 11/02/2020 às 19h43
Manifestação de policiais civis, militares e bombeiros  na segunda-feira (10). Crédito: Vitor Jubini
Manifestação de policiais civis, militares e bombeiros  na segunda-feira (10). Crédito: Vitor Jubini

O cálculo da proposta de reajuste apresentada aos servidores da área de segurança - policiais militares, civis e bombeiros, além dos inspetores penitenciários e agentes socioeducativos - mostra que, ao final de quatro anos, o percentual total poderá chegar a até 30% ou, no caso dos praças, a 35%.

SITUAÇÃO DE ATÉ 30%

Para entender a evolução dos percentuais que foram propostos, utilizamos como exemplo um salário inicial hipotético de R$ 1 mil, apenas para facilitar o cálculo. Nenhum servidor recebe essa remuneração. A este salário de R$ 1 mil, foram aplicados os reajustes oferecidos para as categorias da área de segurança, com exceção dos praças da Polícia Militar.

Vão ser 4% de reajuste em 2020, 2021 e 2022. Seria aplicada ainda a atualização da inflação, que no ano passado foi de 3,5%. Para viabilizar o cálculo, foi considerado o mesmo índice  para os anos seguintes. Foi lançado ainda o reajuste concedido em 2019. Como já adiantou o secretário de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, este último percentual (3,5%) poderá ser maior ou menor, a depender da variação da inflação no período.

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Ao final de quatro anos, o salário inicial de R$ 1.000 (com valor hipotético, apenas para o cálculo) chegaria a R$ 1.290,81. Totalizaria, assim, um reajuste de 29,08%. Neste percentual estão incluídas as três parcelas de 4%, além das atualizações da inflação, usando neste caso o índice de 2019 (3,5%) como base. 

É o que foi oferecido a  policiais militares, civis e bombeiros, além dos inspetores penitenciários e agentes socioeducativos.

SITUAÇÃO DE 35%

No caso dos praças da Polícia Militar - aluno soldado, soldado, cabo, terceiro-sargento, segundo-sargento, primeiro-sargento e subtenente -, o reajuste é um pouco diferenciado. De acordo com Álvaro Duboc, além dos percentuais oferecidos para as demais categorias, a este grupo da PM seriam incorporadas escalas de serviço, que equivaleriam a 5% de reajuste, apenas no primeiro ano.

Confira na tabela abaixo como seria a recomposição salarial  com os percentuais de reajuste, também aplicados a um salário inicial de R$ 1.000 (valor hipotético, apenas para o cálculo).

Ao final de quatro anos, o salário inicial de R$ 1.000 (com valor hipotético, apenas para o cálculo) chegaria a R$ 1.353,17. Totalizaria, assim, um reajuste de 35,32%. Neste percentual estão incluídas três parcelas de 4%, referentes aos anos de 2020, 2021 e 2022. E ainda a atualização da inflação, usando neste caso o percentual de 2019 (3,5%) como base, acrescido dos 5% referentes a incorporação de escalas de serviço, totalizando 8,5%.  

CATEGORIAS RECUSAM PROPOSTA

Em manifestação realizada na última segunda-feira (10), as associações e os sindicatos que representam os policiais militares, civis e bombeiros rechaçaram a proposta de reajuste do governo estadual, destacando que o percentual proposto não atende a demanda das categorias. Logo após se manifestarem na audiência da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa, eles realizaram um protesto, caminhando da Casa Parlamentar até a Secretaria da Fazenda.

Os sindicatos e associações reafirmaram que pleiteiam um reajuste de 45,22%, percentual que faz parte da proposta por eles apresentada à administração estadual desde o ano passado. "O percentual que solicitamos é o que atende as categorias. O que foi proposto não resolve o nosso problema.  Chega deste cenário de pior salário do país. Queremos diálogo e o governo não tem nos chamado para conversar", destacou Rodolfo Laterza, presidente da Associação dos Delegados de Polícia (Adepol-ES) e vice-presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado (Sindepes).

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