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Governo propõe reajuste de até 30% para militares do ES

O reajuste será a partir de julho, parcelado até o ano de 2022.  Alguns policiais podem ter um acréscimo de mais 5% com a incorporação de escalas de serviço.  A proposta será enviada para Assembleia Legislativa após discussão com as associações

Publicado em 07/02/2020 às 19h38
Atualizado em 08/02/2020 às 13h19
Policiamento reforçado no Bairro da Penha, em Vitória. Crédito: Fernando Madeira
Policiamento reforçado no Bairro da Penha, em Vitória. Crédito: Fernando Madeira

Os servidores que atuam na área de segurança do Estado podem receber um reajuste de até 30%, parcelado até o final de 2022. A proposta foi apresentada pelo governo e vai beneficiar policiais militares e civis, bombeiros, inspetores penitenciários e agentes sócioeducativos, que juntos totalizam cerca de 25 mil trabalhadores.

A proposta contempla um reajuste de 4% na folha de julho deste ano. O mesmo percentual seria oferecido nos meses de julho dos anos de 2021 e 2022. Além disto, seria pago ainda, no final dos mesmos anos, a recomposição salarial, que em dezembro de 2019 resultou em um reajuste de 3,5%. Para os praças da PM - subtenentes, sargentos, cabos e soldados -, haveria ainda um acréscimo de 5%, com a incorporação de escalas de serviço.

De acordo com o secretário de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, considerando os percentuais anuais oferecidos e a recomposição da inflação (considerando um percentual de 3,5%), o reajuste para a maioria dos servidores pode chegar a 30% e, para outros, como os praças da PM, a 35%. "É uma proposta que tenta recompor um pouco do poder de compra dos operadores de segurança, um debate que vem se arrastando desde a greve de 2017, de que é polícia do Estado possui o pior salário do Brasil. É ainda um reconhecimento pelo profissionalismo", assinalou.

Foi solicitado às corporações que discutam o assunto com as associações que representam as categorias, para que em seguida possa ser encaminhado um projeto para ser votado na Assembleia Legislativa. "Temos tempo para o diálogo, para que as categorias possam ter um debate equilibrado", pontuou Duboc.

O secretário assinalou ainda que o reajuste está dentro do limite do que o governo pode oferecer. "O que estamos dizendo para os PMs é o que podemos oferecer para além da recomposição salarial e que garanta pagamento de salários em dia, e que possamos continuar com uma gestão fiscal equilibrada. Caso contrário podemos incorrer em situação com servidor sem receber salário, Estado sem investir, sem gerar renda, o que é um resultado muito ruim", disse Duboc.

Em relação aos demais servidores, o secretário explica que vão continuar recebendo em dezembro a recomposição salarial, semelhante ao que foi pago em dezembro do ano passado. "A cada situação que surgir nós vamos dialogar com os demais profissionais. O importante para o Estado é que não tenhamos a polícia mais mal paga do país. É compromisso do governador Renato Casagrande", assinalou.

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