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Militares do ES vão discutir reajuste em reunião na Assembleia

Participam do encontro da Comissão de Segurança, que será na próxima segunda-feira (10) e já estava agendado antes de a proposta de reajuste do governo ser apresentada nesta sexta-feira (07), as associações e os sindicatos que representam as categorias

Publicado em 08/02/2020 às 13h16
Atualizado em 08/02/2020 às 18h46

As associações e os sindicatos que representam os policiais militares, civis e bombeiros, além dos inspetores penitenciários e agentes socioeducativos, vão discutir o reajuste proposto pelo governo do Estado na próxima segunda-feira (10). As organizações que representam as categorias vão aproveitar a reunião da Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa para realizar o debate.

Nesta sexta-feira (07), o secretário de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, informou que a proposta é de conceder um reajuste para os servidores que atuam na área de segurança de até 30%, parcelado até o final de 2022. A proposta contempla 4% na folha de julho deste ano. O mesmo percentual seria oferecido ainda nos meses de julho dos anos de 2021 e 2022. Além disto, seria pago no mesmo período, a recomposição salarial, que em dezembro de 2019 resultou em um reajuste de 3,5%. Para os praças da PM - subtenentes, sargentos, cabos e soldados -, haveria ainda um acréscimo de 5%, com a incorporação de escalas de serviço.

Operação da Polícia Militar no Complexo da Penha, em Vitória. Crédito: Fernando Madeira
Operação da Polícia Militar no Complexo da Penha, em Vitória. Crédito: Fernando Madeira

Parte dos sindicatos que representam as categorias participam de um movimento denominado de Frente Unificada, que vem atuando em conjunto reivindicando recomposição salarial. Em entrevista na última sexta-feira (07), logo após a divulgação da proposta do governo, o delegado Rodolfo Laterza, que preside a Associação dos Delegados de Polícia (Adepol-ES) e é vice-presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado (Sindepes), ambos integrantes da Frente Unificada, confirmou a participação no evento.

Laterza relatou que a Frente Unificada divulgou um documento onde afirma ser contrária ao reajuste que foi oferecido. No documento é informado que o índice oferecido "é absolutamente aquém do justo, merecido e necessário para a recomposição salarial para nossas categorias". É dito ainda: "Diante de tais circunstâncias, estamos aqui declarando que não aceitaremos indicadores que estão fora da nossa proposta justa de recomposição salarial".

O texto acrescenta ainda que não houve nenhuma discussão com a proposta de recomposição apresentada pela Frente Unificada, em três ocasiões no ano de 2019, a representantes do Governo. "Nem sequer houve uma única reunião técnica para tal discussão, lembrando que já enviamos recentemente até mesmo uma Notificação Pública ao governador Renato Casagrande, tudo dentro do processo legal e democrático", diz o texto do documento.

PAUTA DA COMISSÃO

O deputado estadual Danilo Bahiense, que preside a Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa, explicou que a reunião de segunda-feira já estava agendada desde o ano passado. "É uma reunião ordinária, que acontece de 15 em 15 dias. Nós temos cobrado melhorias para todas as categorias, incluindo a reposição salarial. O nosso policial tem o pior salário do país", assinalou.

Bahiense revelou ainda que todos os que participam da audiência têm direito de se manifestar, mas que o tempo é curto. "São muitas categorias e todas terão espaço de manifestação", disse, acrescentando que se as categorias quiserem propor a produção de algum documento para ser enviado ao governo, a Comissão poderá enviar. "Mas deixamos claro que somos contra uma possível paralisação", destacou.

Segundo a pauta da Comissão, que se reunirá no plenário da Assembleia Legislativa, das 11h às 15h, serão apresentados no encontro os resultados das visitas técnicas a unidades de segurança do Estado (presídios), realizadas ao longo do recesso parlamentar, bem como serão concedidos espaços para que entidades possam se manifestar na tribuna.

As seguintes entidades sindicais manifestaram o interesse de comparecer à reunião, segundo a Comissão de Segurança da Assembleia: o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Espírito Santo, a Associação dos Militares da Reserva do Estado do Espírito Santo, a Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia Militar e Bombeiro Militar do Estado do Espírito Santo, a Associação dos Oficiais Militar do Estado do Espírito Santo, o Sindicato dos Investigadores Associação dos Investigadores da Polícia Civil, a Associação de Cabos e Soldados PM/BM do Estado do Espírito Santo, a Associação dos Bombeiros Militares do Estado do Espírito Santo, o Sindicato dos Peritos Oficiais do Estado do Espírito Santo, o Sindicato dos Inspetores Penitenciário, o Sindicato dos Agentes Socioeducativos e a Associação dos Agentes de Polícia.

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Apesar de a informação que dá conta das entidades que estarão na reunião ter sido validada pela Comissão de Segurança, o presidente da Associação dos Agentes de Polícia, Paulo Andrade, diz que "não está confirmada" sua presença no evento, conforme ele informou à reportagem no início da noite deste sábado (8). 

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