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Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 15:43
Desenvolvido para apoiar empreendimentos e projetos de empresas voltados para a transição energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa, o Fundo de Descarbonização do Espírito Santo foi lançado oficialmente pelo governo do Estado nesta terça-feira (27), em cerimônia no Palácio Anchieta, em Vitória.>
Com quase R$ 1 bilhão em recursos, a gestão do fundo será feita pelo BTG Pactual. A entidade venceu, em 2025, a licitação feita pelo Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) para a gestão do fundo. O governo do Estado destinou R$ 500 milhões em recursos do Fundo Soberano, oriundos da exploração de petróleo e gás. E outros R$ 400 milhões chegam com a entrada do BTG na gestão. O fundo permanece aberto para novos investidores.>
Mas que tipos de empreendimento podem contar com os recursos do Fundo de Descarbonização? Segundo informações do Bandes, o objetivo é apoiar projetos voltados à descarbonização, como:>
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Os recursos do fundo podem ser destinados tanto para grandes indústrias e agronegócio que queiram modernizar seus equipamentos quanto para empresas que desejam transformar a frota, trocando veículos movidos a combustível fóssil (como gasolina e diesel) por modelos elétricos.>
“O Fundo de Descarbonização do Espírito Santo representa um avanço relevante na forma como políticas públicas e capital privado podem atuar de maneira complementar para acelerar a transição para uma economia de baixo carbono. Ao unir governança robusta, critérios técnicos rigorosos e estrutura de blended finance (financiamento misto), a parceria com o Bandes cria um instrumento capaz de transformar metas climáticas em investimentos concretos, com impacto econômico, ambiental e social para o Estado”, explica o sócio da BTG Pactual Asset Management, Sergio Cutolo. >
Os ativos do fundo deverão ser emitidos por emissores que atuem diretamente na implantação, ampliação, manutenção, recuperação, adequação ou modernização de projetos que contribuam para a descarbonização da economia do Espírito Santo, nos setores de energia, indústria, agricultura, agropecuária, florestas e uso do solo (afolu), transportes, resíduos e serviços, sendo vedada a concentração dos direitos creditórios em um único setor.>
“Vamos dialogar com empresários, investidores e grandes projetos para transformar essa iniciativa em oportunidades concretas de desenvolvimento sustentável. O fundo nasce com a missão de impulsionar uma nova economia no Espírito Santo, aliando competitividade, inovação e responsabilidade ambiental", analisa o secretário de Estado de Desenvolvimento, Rogério Salume.>
Empresas interessadas em submeter projetos e investidores que desejem participar da iniciativa podem entrar em contato com a BTG Pactual Asset Management pelo e-mail [email protected].>
Por meio de financiamento misto, o fundo de descarbonização engloba capital dos setores público e privado. No caso do Espírito Santo, somados aos R$ 500 milhões do Funses, estão recursos que serão investidos pela BTG. Os eixos de investimentos são estruturados com base em quatro políticas transversais: minimização de emissões, aumento da eficiência, compensação de emissões e remoção e captura de gases de efeito estufa (GEE).>
Durante o lançamento, o governador Renato Casagrande (PSB) destacou as ações do governo no enfrentamento às mudanças climáticas e à transição energética, como o Programa Reflorestar, criado em 2011, o avanço no Cadastro Ambiental Rural e, mais recentemente, a instituição do Programa Capixaba de Mudanças Climáticas.>
“Temos tratado a agenda climática no Espírito Santo com ações concretas há muitos anos. Implantamos políticas de reflorestamento, controle ambiental por georreferenciamento, uso de energia renovável na estrutura do governo e incentivo a práticas sustentáveis. Agora damos um passo ainda mais decisivo ao criar um fundo que transforma recursos provenientes de combustíveis fósseis (como petróleo e gás) em investimentos para financiar a transição energética”, pontua.>
Na avaliação do vice-governador Ricardo Ferraço, o fundo posiciona o Espírito Santo na vanguarda nacional ao transformar compromissos climáticos em instrumentos financeiros concretos: “Aqui, no Estado, trabalhamos com foco no futuro e nas próximas gerações, alcançando pioneirismo ao criar um dos maiores fundos subnacionais de descarbonização do País e o primeiro a transformar royalties de petróleo em investimentos verdes dessa escala.”>
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