Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Made in ES

Robô capixaba será usado em shopping centers do país para guiar cegos

Produto criado no ES ajuda a dar mais segurança e autonomia para pessoas com deficiência visual. Aporte financeiro é de R$ 2,8 milhões

Publicado em 24 de Outubro de 2021 às 17:00

Diná Sanchotene

Publicado em 

24 out 2021 às 17:00
Lysa, a cão-guia robô produzida pela VixSystem, uma startup da Serra
Lysa, a cão-guia robô produzida pela VixSystem, uma startup da Serra Crédito: Fernando Madeira
Um robô fabricado no Espírito Santo tem ajudado pessoas com deficiência visual a executarem tarefas simples do dia a dia. Trata-se do cão-guia Lysa, produzido pela Vixsystem, uma startup da Serra que recentemente recebeu um aporte financeiro na ordem de R$ 2,8 milhões. 
Os recursos são provenientes de duas grandes instituições de pesquisas, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes).
Com a verba, a empresa poderá fazer melhorias tecnológicas no equipamento, como atualizações no protótipo e aperfeiçoar os algoritmos de inteligência artificial, sempre visando possibilitar uma navegação mais autônoma para o usuário.  A tecnologia é 100% capixaba e pioneira no Brasil para atender esse público.
Aos poucos, o robô tem conquistado espaço e a confiança também de outras empresas. Só para se ter uma ideia, companhias como Petrobras, a Vivo e o Shopping Vitória estão entre as que adquiriram unidades do equipamento e que, em breve, vão disponibilizar para seus colaboradores e visitantes. 
O shopping, por exemplo, vai disponibilizar duas unidades para dar mais autonomia na circulação de pessoas com deficiência visual pelo mall. A pessoa poderá, por exemplo, ser guiada até uma casa lotérica.
O Lysa é de autoria da bacharel em ciências da computação Neide Sellin. O projeto começou quando ela era professora em uma escola estadual da Serra. Desde a sua criação, o protótipo passa por constantes melhorias e é capaz de fazer cálculos com detecção de profundidade e ainda informar o objeto diante do usuário.
“A ideia surgiu quando trabalhava em um projeto de robótica dentro da unidade de ensino. Uma aluna comentou sobre a possibilidade de desenvolver um robô para auxiliar quem tem problemas visuais. Na época, o protótipo foi feito com peças alternativas. Um dia uma pessoa cega me falou que iria fazer uma poupança para comprar o equipamento. Foi quando identifiquei o potencial de comercialização deste produto”, relembra a empresária.
Segundo ela, dar dignidade e segurança para quem tem deficiência foi fundamental na hora de criar a startup, em 2014, e o que motiva a empreendedora a continuar.
“De lá para cá, entramos em um grande processo de desenvolvimento e enfrentamos diversos desafios. Para nós, o marco de nossa trajetória é a conquista desses investimentos privados”, comenta.
Uma das tecnologias utilizadas do cão-guia robô é a Slam, capaz de fazer mapas e captar melhor os ambientes por onde o usuário vai transitar. 
“O Lysa ajuda a ter uma vida mais autônoma. Todas as conquistas foram feitas passo a passo. Estamos no melhor momento do produto. Percebemos não haver barreiras para a inovação, à medida que vamos vendo o cotidiano e o quanto podemos mudar a vida dessas pessoas. É um sonho que já passou por várias etapas e a cada dia conseguimos fazer mais robôs”, afirma.
Atualmente, o cão-guia robô é comercializado em parceria com clínicas e institutos, pois os usuários precisam receber treinamento especial. A Vixsystem conta hoje com 14 profissionais só na parte de desenvolvimento.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Bandeira do Brasil na fachada de prédio
Bandeiras nas varandas: o condomínio pode proibir?
Imagem de destaque
Saúde feminina: 5 atividades físicas que ajudam a prevenir doenças
Imagem de destaque
CIEE abre mais de 360 vagas de estágio e aprendizagem no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados