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Petrobras vende campos de gás no mar do ES por US$ 55 milhões

Polo Peroá-Cangoá, no Litoral Norte capixaba, inclui dois campos de produção, um bloco de exploração em fase de descoberta, plataforma em águas rasas e gasoduto

Vitória
Publicado em 01/02/2021 às 09h57
Atualizado em 01/02/2021 às 10h11
Produção nos campos de Peroá e Cangoá é feita pela plataforma não habitada PPER-1, localizada a cerca de 50 quilômetros de Linhares
Produção nos campos de Peroá e Cangoá é feita pela plataforma não habitada PPER-1, localizada a cerca de 50 quilômetros de Linhares. Crédito: Petrobras/Divulgação

Petrobras informou na manhã desta segunda-feira (1º) que assinou o contrato de venda dos campos de produção de gás natural do polo Peroá-Cangoá, localizados na Bacia do Espírito Santo. As participações foram compradas por US$ 55 milhões (quase R$ 300 milhões na cotação atual do dólar) pelas empresas OP Energia e DBO Energia, em consórcio, com 50% de participação de cada, tendo a primeira empresa como operadora.

Como mostrou A Gazeta, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) tinha dado prazo até junho deste ano para que a Petrobras concluísse a venda do polo e de outros 53 ativos em processo de desinvestimento. 

O polo Peroá-Cangoá, localizado no Litoral Norte capixaba, é composto pelos campos de produção de Peroá e Cangoá, em águas rasas, e pelo bloco de exploração BM-ES-21, localizado em águas profundas, em que se encontra a descoberta de Malombe. O pacote inclui ainda uma plataforma não habitada (a PPER-1) e um gasoduto até a Unidade de Tratamento de Gás de Cacimbas, em Linhares. A venda dos ativos foi anunciada ainda em 2019.

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À época do anúncio de venda, o polo chegava a produzir cerca de 900 mil metros cúbicos por dia de gás não-associado, segundo a Petrobras. Já em 2020, segundo painel dinâmico de produção da ANP, foram produzidos 662 mil metros cúbicos por dia de gás nos campos de Peroá e Cangoá.

O valor da venda é de US$ 55 milhões, sendo US$ 5 milhões pagos nesta segunda; US$ 7,5 milhões no fechamento da transação e US$ 42,5 milhões em pagamentos contingentes previstos em contrato, relacionados a fatores como declaração de comercialidade de Malombe, preços futuros do petróleo e extensão do prazo das concessões.

Os valores não consideram os ajustes devidos até o fechamento da transação, que está sujeito ao cumprimento de condições precedentes, tais como a aprovação pela ANP.

Segundo a Petrobras, a operação está alinhada à estratégia de otimização de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar cada vez mais os seus recursos em ativos de classe mundial em águas profundas e ultraprofundas, onde a Petrobras tem demonstrado grande diferencial competitivo ao longo dos anos.

MAIS INVESTIMENTOS E EMPREGOS NO ES

De acordo com o diretor de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade da Petrobras, Roberto Ardenghy, a assinatura do contrato é um marco importante na consolidação de uma indústria mais forte e competitiva. Ele destacou que os investimentos privados podem aumentar a vida útil e a produção nos campos, gerando empregos no Estado.

“Nosso objetivo é maximizar o valor do nosso portfólio e dar oportunidade para que outras empresas do setor possam também prosperar. No portfólio destas companhias, o Polo Peroá poderá se desenvolver, recebendo novos recursos e aumentando sua vida útil, com impacto positivo na geração de empregos e renda para a região”.

A OP Energia é uma subsidiária integral da 3R Petroleum Óleo e Gás e a DBO Energia é uma empresa de exploração e produção ligada a Noruega. 

Para Ricardo Savini, presidente da 3R Petroleum, “a decisão da Petrobras de desinvestir, especialmente em campos maduros, dinamiza o mercado de óleo e gás brasileiro e possibilita a estruturação de novas empresas operadoras que certamente investirão no aumento da produção e das reservas destes campos. Com isso, toda a cadeia de fornecedores é também dinamizada com reflexos positivos na geração de emprego em regiões tradicionalmente produtoras de petróleo”.

Já o CEO da DBO Energy, Kjetil Solbraekke, afirmou que os “campos maduros, depois de transferidos para empresas menores, apresentam um incremento em sua produção, com a prorrogação de sua vida útil por décadas. Além disso, a diversidade do setor, com empresas de portes distintos e com novas estratégias, trará novas soluções, desenvolvimento de tecnologias e experiências diferentes ao setor, permitindo a mitigação de riscos e maior produção para o país”.

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