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Homem é preso em Viana suspeito de participar de esquema de carne clandestina

Na casa desse suspeito, que estava foragido, a polícia apreendeu 400 quilos de carne sem procedência, durante a operação realizada no dia 25 de setembro

Publicado em 09/10/2020 às 20h58
Atualizado em 09/10/2020 às 20h58
Policiais civis prendem homem com armas em continuidade à Operação ‘Abigeatus’
Policiais civis prendem homem com armas em continuidade à Operação ‘Abigeatus’. Crédito: Divulgação | Polícia Civil

Um homem de 39 anos, que estava foragido da polícia, foi preso na última quinta-feira (8) em Viana suspeito de ter envolvimento no esquema de venda clandestina de carnes no Espírito Santo. A prisão foi feita pela equipe da Delegacia Especializada de Segurança Patrimonial (DSP), em continuidade à Operação Abigeatus.

Com o detido, foram apreendidas quatro armas e munições. A prisão aconteceu na localidade rural de Tanque. De acordo com o titular da DSP, delegado Gianno Trindade, durante a operação realizada no dia 25 de setembro, na casa desse suspeito foram apreendidos 400 quilos de carne sem procedência.

“Estamos investigando o envolvimento dele com a organização criminosa que foi desarticulada na Abigeatus. Se comprovado o envolvimento com os demais presos, ele poderá responder por crimes de maus-tratos previsto na lei de crimes ambientais e crimes contra relações de consumo”, afirmou o delegado.

No dia 25 de setembro, oito pessoas foram presas e duas toneladas de carne imprópria para consumo foram apreendidas. A ação também resultou na apreensão de 15 toneladas de trigo usado para alimentação animal, sete armas, munições e R$ 24 mil, em espécie.

“Agora, com a operação realizada nessa quinta-feira (8), a Abigeatus totaliza nove pessoas presas e 11 armas de fogo apreendidas”, destacou o delegado.

O detido foi encaminhado ao Centro de Triagem de Viana (CTV), onde permanece à disposição da Justiça.

PAI E FILHO FORAM PRESOS

Pai e filho, donos do supermercado Gigante, alvo de operação policial no dia 25, em Cariacica, foram presos acusados de serem os chefes da organização criminosa que fazia o abate de carnes clandestinas.

Supermercado Gigante, em Cariacica. Donos vendiam carne clandestina
Supermercado Gigante, em Cariacica. Donos são acusados de venderem carne clandestina. Crédito: Reprodução | TV Gazeta

De acordo com a polícia, os dois eram responsáveis pelo abate e estocagem da carne ilegal apreendida. Segundo apuração da TV Gazeta, os dois viviam em um sítio em Vila Cajueiro, também em Cariacica. Lá, os policiais ainda apreenderam três armas longas e um revólver.

VENDA DE CARNE DE CAVALO COMO SE FOSSE DE BOI

Produtores rurais e comerciantes do Espírito Santo – envolvidos no roubo de gado e de outros animais para abate – comercializavam para açougues e supermercados carnes clandestinas e vencidas. O produto era comprado por consumidores como se fosse de boi, mas entre os produtos vendidos nos estabelecimentos tinham peças e embutidos feitas com carne de cavalo.

A fraude, além de provocar prejuízos financeiros aos donos dos animais roubados, também tem potencial de causar graves consequências à saúde de quem ingere. Segundo a Polícia Civil e também o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), que investigavam o grupo há três meses, a carne, com procedência duvidosa, era mal armazenada e sem condições sanitárias para o consumo humano. 

Operação investiga venda de carne de cavalo como se fosse de boi no ES
Operação investiga venda de carne de cavalo como se fosse de boi no ES. Crédito: Reprodução | TV Gazeta

"Estavam matando cavalo e produzindo a carne, a linguiça, embutidos. Eles furtavam cavalo doente na pista, boi doente, animal que foi sacrificado por algum acidente e transformavam em carne para vender para a população", comentou o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda.

CARNE FOI SERVIDA EM FESTA, DIZ POLÍCIA

De acordo com o delegado Giano Trindade, uma festa, realizada em Cariacica, chegou a servir apenas carne de cavalo para os convidados, como se fosse bovina.

"Nós iniciamos uma série de investigações, já passam de três meses, e nesse período nós identificamos duas associações criminosas responsáveis por arrecadar esse gado, por meio de furtos, animais de estrada. Uma pessoa é responsável pelo transporte, por levar os animais ao abate clandestino, as carnes então são distribuídas a restaurantes, açougues e supermercado. E depois vendidas ao consumidor final", explicou o delegado.

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