ASSINE

Operação investiga venda de carne de cavalo como se fosse de boi no ES

Operação encontrou duas toneladas de carnes de vários tipos que estavam armazenadas de forma irregular, vencidas e mesmo clandestinas. Oito pessoas foram presas

Publicado em 25/09/2020 às 07h52
Atualizado em 25/09/2020 às 15h48
Mais de 100 policiais civis participam da ação, coordenada pela Delegacia de Segurança Patrimonial.
Polícia Civil deflagra operação contra furto e abate clandestino de gado. Crédito: Divulgação/ Polícia Civil

Produtores rurais e comerciantes do Espírito Santo - envolvidos em roubo de gado e de outros animais para abate - comercializavam para açougues e supermercados carnes clandestinas e vencidas. O produto era comprado por consumidores como se fosse de boi, mas entre os produtos vendidos nos estabelecimentos tinham peças e embutidos feitas com carne de cavalo.

O esquema foi desbaratado pela Operação Abigeatus – que combate duas organizações criminosas que atuam nesse mercado irregular. A fraude, além de provocar prejuízos financeiros aos donos dos animais roubados, também tem potencial de causar graves consequências à saúde de quem ingere. Duas toneladas de carne suspeita foram apreendidas pelas autoridades.

Segundo a Polícia Civil e também o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), que investigavam o grupo há três meses, a carne, com procedência duvidosa, era mal armazenada e sem condições sanitárias para o consumo humano. A ação ainda contou com apoio da Subsecretaria de Inteligência da Sesp e do Núcleo de Operações em Transporte Aéreo (Notaer).

"Estavam matando cavalo e produzindo a carne, a linguiça, embutidos. Eles furtavam cavalo doente na pista, boi doente, animal que foi sacrificado por algum acidente e transformavam em carne para vender para a população", comentou o delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda.

A operação tentou cumprir dez mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão nos municípios de VianaCariacica e Santa Leopoldina. Mais de 100 policiais civis participaram da ação, coordenada pela Delegacia de Segurança Patrimonial. Oito pessoas foram presas.

Polícia Civil deflagra operação contra furto e abate clandestino de gado

Mais de 100 policiais civis participam da ação, coordenada pela Delegacia de Segurança Patrimonial.
Polícia Civil deflagra operação contra furto e abate clandestino de gado. Divulgação/ Polícia Civil
Mais de 100 policiais civis participam da ação, coordenada pela Delegacia de Segurança Patrimonial.
Polícia Civil deflagra operação contra furto e abate clandestino de gado. Divulgação/ Polícia Civil
Mais de 100 policiais civis participam da ação, coordenada pela Delegacia de Segurança Patrimonial.
Polícia Civil deflagra operação contra furto e abate clandestino de gado. Divulgação/ Polícia Civil
Mais de 100 policiais civis participam da ação, coordenada pela Delegacia de Segurança Patrimonial.
Polícia Civil deflagra operação contra furto e abate clandestino de gado. Divulgação/ Polícia Civil
Mais de 100 policiais civis participam da ação, coordenada pela Delegacia de Segurança Patrimonial.
Polícia Civil deflagra operação contra furto e abate clandestino de gado. Divulgação/ Polícia Civil
Polícia Civil deflagra operação contra furto e abate clandestino de gado
Polícia Civil deflagra operação contra furto e abate clandestino de gado
Polícia Civil deflagra operação contra furto e abate clandestino de gado
Polícia Civil deflagra operação contra furto e abate clandestino de gado
Polícia Civil deflagra operação contra furto e abate clandestino de gado

Um dos alvos da operação é o dono de uma chácara em Vila Cajueiro,  em Cariacica, que foi preso junto com o filho. O empresário é suspeito de roubar gado de propriedades rurais e vender. Na chácara também foi apreendida uma carcaça de um ônibus velho que estava cheia de sacos de trigo que teriam sido furtados.

Os policiais também foram a um supermercado, em Porto de Cariacica, suspeito de vender carne clandestina. O local também pertence ao produtor rural de Vila Cajueiro. Lá foram apreendidos vários tipos de carne. O acém, por exemplo, custava no local menos de R$ 20 o quilo, sendo que em estabelecimentos próximos o mesmo produto era vendido em média a R$ 30. 

No supermercado, embora o proprietário tivesse notas fiscais de 130 kg de carne, foram encontrados pelo menos o triplo de carne sem comprovação da procedência. S

Segundo o delegado Gianno Trindade, chefe do Departamento de Segurança Patrimonial, o consumo dessa carne pode provocar várias doenças. "Estamos há três meses investigando responsáveis pelo abate clandestino de gado e fornecimento final ao consumidor dessa carne. O interior do supermercado há carnes que estão fora de validade, segundo o Idaf. Temos indícios de que supermercados, açougue e restaurantes compraram essa carne", comentou.

Segundo o secretário estadual de Segurança Pública, coronel Alexandre Ramalho, existia uma demanda muito forte de proprietários rurais sobre roubo, de abate na própria propriedade retirando a carne. 

"Foram encontradas oito armas de fogo e quantidades de carne que comprovam essa venda ilegal para as pessoas. É um crime covarde, absurdo, uma insensatez muito grande dessas pessoas de vender esse tipo de material sem nenhuma condição sanitária", disse o secretário estadual de Segurança Pública, coronel Alexandre Ramalho.

Com informações da TV Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.