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Bebê é internado após sofrer queimaduras graves nos pés durante recreação na Serra

Bebê é internado após sofrer queimaduras graves nos pés durante recreação na Serra

Nywram Maicon Chaves Barbieri, de um ano e nove meses, está internado no Hospital Infantil, em Vitória, e apresenta queimaduras de segundo grau nos pezinhos. Polícia já investiga o caso

Mikaella Mozer

Repórter / [email protected]

Publicado em 10 de fevereiro de 2026 às 19:56

 - Atualizado há 3 horas

Mãe diz que bebê de um ano e nove meses teve queimaduras na sola do pé ao pisar em chão quente na creche
À esquerda, Nywram com a sola dos pés avermelhadas por conta das queimaduras; na outra imagem, a criança já está com os curativos feitos no hospital Crédito: Arquivo pessoal

Um bebê de um ano e nove meses sofreu queimaduras de segundo grau nos dois pés enquanto estava em uma atividade recreativa em uma escola infantil particular, na Serra. Conforme a família, o caso ocorreu no dia 6 de fevereiro. Os médicos do Hospital Estadual Infantil Nossa Senhora da Glória, em Santa Lucia, em Vitória, decidiram internar o pequeno devido à gravidade dos ferimentos. Stefani Schaffer, mãe de Nywram Maicon Chaves Barbieri, informou à reportagem que não há previsão de alta do filho.

Calor e banho de mangueira

Fotos enviadas por familiares mostram o pé esquerdo com a pele bem avermelhada. A mãe do menino contou que o ferimento ficou em "carne viva", sendo que o membro está descamando. Stefany contou que uma das proprietárias da escola explicou a situação. Tudo teria acontecido quando uma professora levou as crianças para tomar banho de mangueira.

“Quando cheguei, uma das donas estava com ele no colo e disse que o banho foi em uma varanda, sendo que tem uma área descoberta e que bate sol. Ela falou que algo aconteceu e Nywram correu até essa área. Quando ele pisou lá, a 'tia' o pegou e já estava com os pés queimados”, detalhou a mãe.

As explicações, entretanto, não convenceram os familiares e profissionais que atenderam o menino. “Queimadura de segundo grau nos dois pezinhos de uma criança só por ter pisado e logo retirado de lá? Não convenceu nem os médicos que têm experiência com queimaduras. A única explicação para eles é ele ter ficado um tempo (em pé) ou alguma outra coisa”, informou.

Noite em claro

A mãe desabafou sobre os momentos difíceis vivenciados com o pequeno dentro do centro médico. O menino, com dor, não conseguiu dormir. Além de ver o filho sofrer, Stefany reclama da falta de clareza da unidade escolar.

"Não desce essa história. Ontem (segunda) estavam mandando mensagem perguntando como ele estava, mas quando meu marido, a madrinha e meu pai foram na porta, eles mandaram uma advogada falar que teríamos que voltar na quarta-feira para conversar. Como temos que esperar resposta enquanto meu filho está no hospital sofrendo?’’, indagou a mãe.

Só eu sei o que eu estou passando com meu filho dentro do hospital. Um bebê de um ano e nove meses que não sabe falar onde que dói e machuca. É indefeso.

Stefani Schaffer

Mãe de  Nywram

Demora e acusações

Stefany reclamou também de uma acusação feita pela unidade. A mulher disse que os ferimentos aconteceram às 15h e ela chegou às 16h no local, mas ninguém havia levado o filho dela ao médico. Agora, a mãe diz sofrer com falsas afirmações por parte da unidade, de que ela teria pedido para não levaram o menino, fato que nega com veemência. "Não sei o que aconteceu naquele lugar, mas sei que não é o que falaram", salientou.

A instituição particular disse que foi identificada uma ocorrência envolvendo um menor durante atividades recreativas e prestou atendimento imediato. 

A Polícia Civil (PCES) informa que o caso segue sob investigação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Por envolver menor de idade, o procedimento tramita sob sigilo, conforme previsto em lei.

Veja nota completa da Crescer

A advogada Angélica Damasceno Romeiro, representante jurídica do Espaço Ver Crescer, informa que foi identificada uma ocorrência envolvendo um menor durante atividades recreativas, tendo o estabelecimento prestado atendimento imediato no momento em que a situação foi percebida e comunicado prontamente os responsáveis, adotando as providências cabíveis. 

O caso está em apuração interna, com registro dos fatos, e o estabelecimento permanece à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos que eventualmente forem solicitados pelos meios adequados. Como parte de suas rotinas de gestão e aprimoramento contínuo, o espaço consulta profissionais qualificados e realiza melhorias constantes em seus ambientes e protocolos. 

O Espaço Ver Crescer desenvolve atividades recreativas próprias da infância, mantendo protocolos de cuidado, supervisão e atenção contínua voltados à segurança e ao bem-estar das crianças. Por se tratar de menor de idade, e em respeito à legislação vigente, não serão fornecidos detalhes sobre o ocorrido nem informações de natureza clínica. O Espaço Ver Crescer reafirma seu compromisso com a segurança, o cuidado e o bem-estar das crianças atendidas.

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