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Governo do ES estuda flexibilizar abertura do comércio

Representantes da indústria, comércio e serviços estão se reunindo com o governador Renato Casagrande, para decidir como será o funcionamento, que pode ocorrer a partir do dia 20

Publicado em 13/04/2020 às 22h15
Comércio na Avenida Expedito Garcia em Campo Grande: decreto para fechamento de lojas vai até semana que vem
Comércio na Avenida Expedito Garcia em Campo Grande: decreto para fechamento de lojas vai até o dia 19. Crédito: Vitor Jubini

O governo do Espírito Santo está estudando a flexibilização do funcionamento do comércio. Ao longo desta semana, ocorrerão diversas reuniões entre os setores produtivos e o governo do Estado para construir um caminho para uma abertura gradual e segura dos negócios, diante da pandemia de Covid-19.  Além disso, o Executivo capixaba também deve se reunir com representantes dos supermercados para cobrar que as medidas de proteção nas empresas contra a disseminação do coronavírus sejam executadas.

Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Léo de Castro, em reunião com os setores produtivos na manhã desta segunda-feira (13), o governo sinalizou que essa reabertura gradual pode ocorrer a partir da próxima segunda (20).

Diante do avanço da Covid-19 no Estado, as empresas, principalmente do comércio, tiveram de paralisar ou mudar a rotina de suas atividades. Para conter a disseminação da doença em solo capixaba, o governo publicou uma série de decretos restringido o funcionamento dos setores econômicos, a partir do dia 18 de março. O decreto mais recente determinou que as lojas fiquem fechadas até o próximo domingo (19).

Na manhã desta segunda-feira (13), representantes dos setores produtivos e do governo do Estado se reuniram para discutir como deve ocorrer a abertura das empresas nas próximas semanas. De acordo com o presidente da Findes, esta foi a primeira de uma série de reuniões que devem ocorrer até o próximo sábado (18).

"Este é um debate sobre o que é preciso fazer para que a abertura das empresas seja segura. Com isso, estamos pensando em diferenciação de horário de funcionamento, como viabilizar o transporte público para atender às medidas de proteção e como fazer para que a população se torne aliada para essa abertura segura. Esse é um esforço de três partes: governo, setor produtivo e população. As pessoas também precisam ter consciência de que estamos vivendo em um mundo diferente", afirma Léo de Castro.

Léo de Castro

Presidente da Findes

"Então, precisa ter uma mudança cultural. Não estamos falando sobre fazer uma abertura que possa ter um revés e tenhamos que fechar tudo de novo e de forma mais longa e bruta. O Espírito Santo hoje é um dos Estados em que o isolamento tem funcionado de forma mais equilibrada, a indústria funcionando e o comércio em parte"

O presidente da Findes complementa que os setores ainda estão entendendo a dimensão que o coronavírus vai ter. "Até sábado, vamos estar construindo protocolos de segurança, junto com outros setores e o governo do Estado, decidindo o que vai funcionar e quais as questões que serão observadas para que isso ocorra. Além disso, definiremos como comunicar isso à sociedade e aos empresários e lojistas", apontou.

Em coletiva de imprensa na noite desta segunda-feira (13), o governador Renato Casagrande informou que um novo encontro com os setores produtivos deve ocorrer na próxima quarta-feira (15). 

Renato Casagrande

Governador do Espírito Santo

"Estamos querendo ouvir do setor. É uma ação que precisa de corresponsabilidade. Só temos uma forma de diminuir a velocidade do contágio: distanciamento social, isolamento dos grupos de risco e não aglomeração. Qual é a proposta que o comércio tem para nós? Para que a gente atenda a essas formas de barrar a velocidade do contágio e, ao mesmo tempo, reativar a economia. Tem alguma proposta? Começamos a conversar hoje (13)"

Ainda de acordo com o governador, a Defesa Civil está fazendo o mapeamento de risco do Espírito Santo. Como medidas que serão adotadas para possibilitar a retomada do funcionamento do comércio estão a inclusão de horários diferenciados de abertura de comércio e a proibição de ônibus rodarem superlotados.  

"Temos que ouvir setor empresarial, os trabalhadores, o MP, para que, juntos, a gente atenda minimamente alguma atividade econômica. Conversas começaram hoje e vão prosseguir até sábado. 

SUPERMERCADOS NA MIRA

Durante a coletiva de imprensa, Casagrande também pontuou que vai conversar, nesta terça-feira (14), com o setor supermercadista. De acordo com o governador, a reunião será para cobrar mais emprenho de alguns supermercados que estão desrespeitando as normas exigidas para que possam funcionar.

Renato Casagrande

Governador do Espírito Santo

"Alguns tomam providências e outros não. Os donos de estabelecimentos também têm que entrar firme nisso"

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