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Falsas cobranças e pedidos urgentes: como evitar golpes no início do ano no ES

Falsas cobranças e pedidos urgentes: como evitar golpes no início do ano no ES

Com aumento de estelionatos no Espírito Santo, especialistas explicam como agem os golpistas no início do ano e quais cuidados tomar com boletos, renegociações e pedidos de transferência

Eduarda Lisboa

Reporter / [email protected]

Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 11:31

Imagem Edicase Brasil
Especialistas em segurança financeira explicam que muitos golpes se baseiam na urgência, induzindo a vítima a agir rapidamente, sem conferir informações básicas. Crédito: tsingha25 | Shutterstock

Com a chegada do início do ano, período marcado por despesas como IPTU, IPVA, material escolar e planejamento de viagens, aumentam as oportunidades exploradas por criminosos para aplicar golpes financeiros no Espírito Santo. As fraudes costumam envolver cobranças falsas, promoções enganosas e pedidos urgentes de transferência de dinheiro, principalmente por mensagens e redes sociais.

Dados da Secretaria da Segurança Pública do Espírito Santo (Sesp) mostram que o cuidado é necessário. Em 2025, foram registrados 51.238 casos de estelionato e fraude em todo o Estado, o que representa um aumento de 9,1% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 46.960 ocorrências. Os registros incluem crimes cometidos por meios digitais, falsas cobranças e outras fraudes financeiras.

Entre os casos, Victor Thomazetti, superintendente de Prevenção a Fraudes do Itaú Unibanco, destacou que há um modus operandi comum entre os criminosos: criar um senso de urgência para impedir que a vítima confira a veracidade antes de realizar pagamentos ou transferências.

“Golpes exploram a urgência para evitar a checagem dos detalhes pela vítima. Por isso, adotar hábitos simples, como confirmar informações diretamente com as instituições e usar funcionalidades de segurança que muitos aplicativos bancários já oferecem, faz toda a diferença”, orienta o executivo.

Para ajudar a população a identificar e evitar fraudes, A Gazeta explica os golpes mais comuns e traz orientações práticas de proteção. Confira abaixo como se proteger, segundo o especialista e órgãos de defesa do consumidor:

  • 01

    Boletos falsos de IPTU e IPVA

    Criminosos enviam boletos adulterados por e-mail, WhatsApp ou redes sociais, simulando cobranças oficiais. Para se prevenir, sempre confira os dados do beneficiário antes de realizar o pagamento e priorize acessar os boletos diretamente dos sites oficiais.

  • 02

    Ofertas fraudulentas para compra de materiais escolares

    Sites falsos atraem consumidores com preços muito baixos em itens escolares. Desconfie de promoções fora do padrão de mercado e verifique se o site tem canais de contato confiáveis e endereço eletrônico começando com ‘https’.

  • 03

    Falsa renegociação de dívidas

    Golpistas entram em contato por telefone ou mensagens se passando por empresas financeiras e prometem quitar dívidas com grandes descontos mediante pagamento imediato. Para se proteger, nunca forneça dados pessoais ou faça pagamentos antes de confirmar diretamente com a instituição financeira o serviço ou oferta apresentada.

  • 04

    Pedidos urgentes de transferência

    Mensagens emocionais simulando emergências familiares são usadas para pressionar vítimas a transferir dinheiro imediatamente. Desconfie de pedidos com tom de urgência e sempre tente confirmar a história diretamente com a pessoa envolvida antes de realizar qualquer transação.

  • 05

    Golpes relacionados a viagens e hospedagens

    Anúncios de pacotes de viagens fictícios ou hospedagens inexistentes promovem preços muito abaixo do mercado para atrair vítimas. Para evitar o golpe, reserve diretamente com fornecedores confiáveis e evite pagamentos antecipados fora de plataformas seguras.

Caí em um golpe, e agora?

Oferta de emprego, convite de festa ou uma mensagem informando que você ganhou um prêmio. Pode ser golpe! Saiba como se proteger.

Caso perceba que caiu em um golpe, a orientação é agir rapidamente. O primeiro passo é entrar em contato com o banco pelos canais oficiais, como aplicativo ou telefone, para bloquear cartões e contas, tentar interromper ou reverter transferências — especialmente via Pix — e solicitar a análise do caso. Em seguida, é importante trocar imediatamente as senhas de contas bancárias, e-mails e redes sociais, além de ativar a verificação em duas etapas, medida que ajuda a evitar novos acessos indevidos.

Também é recomendado avisar amigos e familiares, já que dados pessoais podem ser usados pelos golpistas para aplicar novos golpes em nome da vítima, principalmente por mensagens e redes sociais. No Espírito Santo, as denúncias podem ser feitas pela Delegacia Online (DEON), que atende crimes cibernéticos e outros delitos, ou pelo Disque-Denúncia 181, de forma anônima. O registro do Boletim de Ocorrência (BO) — presencial ou online — é fundamental tanto para investigação quanto para eventuais tentativas de estorno de valores pagos por Pix ou TED.

Os consumidores capixabas também podem registrar reclamações pelo Atendimento Eletrônico disponível no site procon.es.gov.br.

Especialistas também orientam que a vítima guarde comprovantes, prints de mensagens, e-mails e números utilizados no golpe, pois essas informações podem ajudar na apuração do crime. Monitorar movimentações financeiras nos dias seguintes e desconfiar de novos contatos relacionados ao caso são cuidados importantes para reduzir prejuízos adicionais.

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