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Fábrica de rações do ES investe em robô para aumentar a capacidade de produção

Fábrica de rações do ES investe em robô para aumentar a capacidade de produção

A partir de investimento de R$ 3 milhões, célula robótica vai entrar em operação na segunda quinzena de fevereiro, com braço mecânico para empilhar as sacas de ração de forma organizada

Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 17:28

Fábrica em Baixo Guandu da Nater Coop
Fábrica da Nater Coop em Baixo Guandu: expectativa de ampliar a produção em 30% com o uso de automação Crédito: Divulgação

Com investimento de R$ 3 milhões, uma fábrica de rações do Espírito Santo se prepara para inaugurar o primeiro sistema de paletização totalmente automatizado, sendo a primeira a contar com essa tecnologia no Estado. A modernização da unidade da cooperativa Nater Coop em Baixo Guandu, na Região Noroeste, vai permitir ampliar a produção em 30% com o uso de automação. 

A célula robótica, que vai entrar em operação na segunda quinzena de fevereiro, é equipada com um braço mecânico. Esse robô empilha as sacas de ração de forma organizada, garantindo mais agilidade, segurança e produtividade na etapa de paletização das cargas – processo logístico em que mercadorias são colocadas sobre paletes.

O uso de robótica no processo vai permitir que as sacas de ração saiam da linha de produção diretamente para o caminhão, sem intervenção humana, prontas para serem entregues.

A unidade tem produção mensal atual de 3 mil toneladas de rações para aves, suínos e bovinos e são destinadas a atender cooperados e clientes do Espírito Santo e do Leste de Minas Gerais. Atualmente, o volume produzido pela unidade fabril tem capacidade para alimentar, em média, 25 mil animais.

“Com a implantação dessa tecnologia, a Nater Coop amplia a sua capacidade produtiva de forma significativa, reforçando o compromisso com inovação, competitividade e geração de valor aos cooperados”, destaca Marcelino Bellardt, CEO da Nater Coop.

Automação na fábrica de rações da Nater Coop
Uso de robótica vai permitir que as sacas de ração saiam da linha de produção diretamente para o caminhão Crédito: Divulgação

De acordo com o gerente da Unidade de Negócios Bovinocultura da Nater Coop, Ederson Abeldt, a unidade de Baixo Guandu é voltada majoritariamente à produção de rações fareladas e paletizadas, ensacadas e a granel. 

“Os novos equipamentos foram adquiridos de uma empresa italiana que é referência mundial em automação de células de paletização, processo logístico que agrupa mercadorias sobre paletes para facilitar a sua movimentação, o seu transporte e a sua armazenagem. Essa tecnologia representa um salto de produtividade, além de trazer ganhos relevantes também em termos de segurança, de ergonomia e de sustentabilidade do negócio”, explica Abeldt.

Além do aumento expressivo da produtividade atual – cuja expectativa é passar de uma média de 250 sacas por hora para um potencial de até 900 sacas por hora –, a automação da planta industrial também vai reduzir a dependência de mão de obra pesada, um desafio crescente no Brasil, segundo Abeldt.

“É importante ressaltar que o foco do investimento não está apenas na eficiência do processo, mas também na longevidade do nosso capital humano ao promover mais segurança e saúde para os nossos colaboradores, já que a inovação no processo fabril vai evitar que façam a movimentação contínua de grandes cargas”, pontua.

As equipes que atualmente participam desse processo serão alocadas em atividades com foco administrativo. “Em alguns casos, além de passarem por testes de aptidão, esses colaboradores serão capacitados para assumir as novas funções, num processo que será conduzido pela nossa área de recursos humanos”, explica Abeldt.

Atualmente, a Nater Coop conta com duas fábricas de ração em operação no Estado. Juntas, têm um potencial produtivo de até 10 mil toneladas de ração por mês, atendendo diferentes cadeias produtivas do agro capixaba e do Leste de Minas Gerais.

“Além da unidade de Baixo Guandu, temos também a de Santa Maria de Jetibá, cujo foco é a produção de rações para aves e suínos, especialmente rações fareladas e trituradas, tanto a granel quanto ensacadas. Nessa planta, a logística é realizada por caminhões graneleiros, com entrega direta nos silos dos produtores, além do atendimento às lojas Nater Coop e ao nosso condomínio avícola, localizado no mesmo município”, detalha Marcelino Bellardt, CEO da Nater Coop. 

Marcelino Bellardt destaca ainda que a unidade de Baixo Guandu seguirá operando também com processos convencionais, que a partir de agora serão potencializados pela automação da paletização. Assim, será possível atender tanto à produção de rações tradicionais quanto à fabricação das linhas mais técnicas, que contam com ingredientes que elevam o desempenho animal. “Com isso, o cooperado terá condições de produzir mais, com mais eficiência e maior rentabilidade”, aponta.

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