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EF 118: governo define como recursos privados serão aplicados em ferrovias

EF 118: governo define como recursos privados serão aplicados em ferrovias

Objetivo é garantir que dinheiro seja efetivamente destinado para estradas de ferro e que conte com fiscalização de órgãos de controle

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 17:28

Portaria do Ministério dos Transportes padroniza como recursos privados devem ser investidos em projetos de ferrovias
Portaria do Ministério dos Transportes padroniza como recursos privados devem ser investidos em projetos de ferrovias Crédito: Freepik

Ministério dos Transportes acaba de criar novas normas para aplicação, transparência e controle dos investimentos no setor ferroviário no Brasil. A portaria, publicada na semana passada, tem como objetivo padronizar como os recursos privados serão aplicados em projetos de novas ferrovias no país. Um dos focos é a EF 118, que vai ligar Vitória, no Espírito Santo, à região de Porto de Açu, no Rio de Janeiro. 

Pelas regras, os recursos serão depositados em contas com finalidade definida e sob fiscalização de órgãos como o Comitê de Governança de Recursos Ferroviários — criado para monitorar os valores — e também a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT). A ideia é garantir que o dinheiro seja efetivamente destinado para as ferrovias. Esse modelo de gestão também atende exigências de órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU).

O primeiro projeto da fila que já será viabilizado a partir das novas regras é a Estrada de Ferro Vitória-Rio, também conhecida como EF 118 ou Anel Ferroviário Sudeste. A ferrovia será feita em duas etapas, sendo que a primeira vai ligar Santa Leopoldina a São João da Barra (RJ), na região do Porto de Açu. 

A construção da EF 118, segundo o Ministério dos Transportes, será financiada por recursos privados, gerados a partir de otimizações contratuais com as concessionárias MRS, Malha Paulista e Vale. Atualmente, o processo encontra-se em análise no Tribunal de Contas da União (TCU), com a previsão de que o leilão ocorra em junho de 2026.

Do total previsto em repasses privados para a EF 118, R$ 2,8 bilhões virão do acordo firmado com a MRS. Outros R$ 502,5 milhões sairão da renovação do contrato da Rumo Malha Paulista. Pela renovação da Estrada de Ferro Vitória a Minas, a Vale deve desembolsar R$ 826 milhões.

De acordo com o Ministério dos Transportes, o ponto central da Portaria nº 47/2026 é dar transparência e previsibilidade ao uso de bilhões de reais que já estão disponíveis para o setor ferroviário.

"Ao instituir contas específicas e vinculadas, com fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), apoio técnico da Infra S.A. e um Comitê de Governança formal, o Ministério dos Transportes cria segurança jurídica para quem investe e tranquilidade para quem controla", diz o ministério, em nota.

Ainda segundo a pasta, a portaria atende integralmente às determinações do TCU ao estruturar mecanismos permanentes de prestação de contas, transparência ativa e rastreabilidade dos fluxos financeiros.

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