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Nova ferrovia pode consolidar o ES como centro logístico e atrair mais empresas

Nova ferrovia pode consolidar o ES como centro logístico e atrair mais empresas

O projeto, também chamado de Arco Ferroviário Sudeste, é esperado para interligar os portos do Espírito Santo e do Rio de Janeiro à malha ferroviária do Brasil

Publicado em 26 de novembro de 2025 às 19:58

Ferrovia, linha férrea, estrada de ferro
Ferrovia é apontada como caminho para o desenvolvimento do Sul do Estado Crédito: Pexel

Com edital marcado para março e leilão previsto para junho de 2026, a esperada ferrovia que vai ligar o Espírito Santo ao Rio de Janeiro tem potencial para consolidar o Estado como um centro logístico e atrair mais empresas.

O projeto, também chamado de Arco Ferroviário Sudeste, é esperado para interligar os portos capixabas e fluminenses à malha ferroviária do Brasil. O trecho que vai a leilão faz parte da carteira de projetos ferroviários de 2026. A estrada de ferro ligará Santa Leopoldina, na Região Serrana do Estado, ao Porto de Açu, em São João da Barra, no Rio de Janeiro.

Para o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, a EF-118 é um investimento com alto potencial de impacto econômico.

“A construção da ferrovia pode promover a integração entre os portos do Arco Leste e o corredor Centro-Leste, ampliando a capacidade de escoamento de cargas, reduzindo custos e consolidando o Espírito Santo como um hub logístico. Iniciativas como essa atraem negócios, destravam investimentos, fortalecem cadeias produtivas, tornam o ambiente industrial mais competitivo e contribuem com o desenvolvimento socioeconômico regional do Estado”, diz.

Baraona destaca que a competitividade da indústria capixaba passa por uma infraestrutura logística eficiente e, para isso, o Estado precisa ter uma ferrovia capaz de integrar rotas e corredores.

Na avaliação do CEO da DVF Consultoria, Durval Vieira de Freitas, o projeto da EF 118 é extremamente importante e um fator de transformação para o desenvolvimento regional, especialmente no Sul do Espírito Santo. Ele lembra que esse avanço, em qualquer região, é atraído pela infraestrutura social e industrial. Para Durval, sem transporte adequado, não é possível atrair investidores, pois precisam de meios para trazer e retirar cargas.

"A estrada de ferro 118 vem ocupar a lacuna deixada pela antiga Leopoldina, que ligava Vitória ao Rio, e deve fortalecer a Região Sul, que ficou defasada da Região Norte pela Sudene. A EF 118 vai permitir a concretização de uma série de investimentos, principalmente na área portuária, fortalecendo setores, como mármore e granito e também petróleo e gás", afirma Freitas.

O consultor avalia ainda que a instalação da ferrovia também será um importante fator na atração de empresas e grandes indústrias para a Região Sul do Estado, principalmente com o avanço dos projetos portuários, o que vai facilitar o escoamento de cargas e integrar os modais de transporte. 

Nesse sentido, considera oportunidades para desenvolvimento de Centros de Distribuição no setor atacadista e também de empresas na área de siderurgia e indústria automobilística.

Porto Central, empreendimento em construção em Presidente Kennedy, no Sul do Espírito Santo, na rota da nova ferrovia, afirma que, neste momento, acompanha a evolução do processo com atenção. "Esperamos que o empreendimento avance conforme previsto, dado seu potencial de contribuição para o desenvolvimento econômico do Espírito Santo", diz, em nota.

Anel Ferroviário do Sudeste

O Anel Ferroviário do Sudeste, também conhecido como EF 118, visa atender ao transporte de cargas entre portos. A ideia do projeto é combinar novas construções (greenfield – na primeira fase) com trechos existentes (brownfield – na segunda fase), segundo o Ministério dos Transportes.

  • O primeiro eixo vai ligar Santa Leopoldina, na Região Serrana do Espírito Santo, ao Porto de Açu, em São João da Barra, no Rio de Janeiro. O traçado tem 245,9 quilômetros de extensão e é considerado um investimento obrigatório;
  • A segunda fase é a ligação de São João da Barra a Nova Iguaçu, com 325 quilômetros, implantada como investimento adicional;
  • O prazo de concessão previsto é de 50 anos;
  • O potencial de transporte é de 24 milhões de toneladas ao ano;
  • A previsão de investimento é de R$ 6,6 bilhões.

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