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PIB

Economia do ES cresce 3% em 2018 e tem o 6º melhor resultado do país

Soma das riquezas produzidas pelo Estado alcançou R$ 137,02 bilhões – um acréscimo de R$ 23,62 bilhões, em relação a 2017. segundo dados divulgados pelo Instituto Jones dos Santos Neves

Publicado em 13 de Novembro de 2020 às 13:26

Redação de A Gazeta

Publicado em 

13 nov 2020 às 13:26
Setores da indústria, de comércio e serviços e da agropecuária apresentaram retração no 2º trimestre de 2020 no ES
Enquanto atividade industrial apresentou retração, o volume  de serviços realizados e de bens produzidos na agropecuária aumentou Crédito: Montagem AG - Vale/Vitor Jubini/Incaper
Produto Interno Bruto (PIB) do Espírito Santo avançou 3% em 2018, alcançando R$ 137,02 bilhões – um acréscimo de R$ 23,62 bilhões, em relação a 2017. O resultado ficou acima da média nacional (1,8) e da média da região Sudeste (1,4).
Economia do ES cresce 3% em 2018 e tem o 6° melhor resultado do país
Com isso, o Estado passou a representar 2% do PIB nacional, um avanço de 0,3% em relação ao ano anterior (1,7%), segundo dados divulgados nesta sexta-feira (13), pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).
Embora o Espírito Santo tenha se mantido no 14ª lugar no ranking geral por Unidade da Federação, a variação no crescimento do PIB capixaba no ano de 2018 foi a sexta maior do país. O PIB per capita, isto é, por habitante, atingiu R$ 34.493, o 9º maior resultado no Brasil.
De acordo com o Instituto, o maior volume de atividades econômicas foi registrado pelos setor de agropecuária (25,3%).  Apesar do crescimento expressivo na produção, o setor tem uma participação de somente 3,8% na geração de riquezas do Estado.
O setor de serviços, cujo volume de produção aumentou 3,8%, por outro lado, corresponde a 63,9% do PIB capixaba, enquanto a indústria, cujas atividades recuaram 4,6%, representa 32,4% das riquezas produzidas.
Em relação à agropecuária, os destaques ficam por conta da agricultura, cuja expansão foi de 36,5%. Os produtos que mais contribuíram para o desempenho foram café e outros produtos da lavoura permanente.
As atividades de pecuária, e produção florestal, pesca e aquicultura tiveram variações em volume de 6,2% e 1,4%, respectivamente. Entretanto, a participação da agropecuária em relação ao total da economia declinou de 4,7%, em 2017, para 3,8%, em 2018, em função da queda dos preços de bens e serviços produzidos pelo setor.
“Foi o setor que mais contribuiu em termos de volume para o crescimento da economia capixaba. Embora não tenha o mesmo peso do setor de serviços, e a contribuição acabe sendo menor na conta final de variação do PIB, é um setor importante em termos de geração de emprego e renda”, observou o coordenador de estudos econômicos do IJSN, Antônio Rocha.
Dentre os setores primários, a indústria foi o único que apresentou retração em 2018, influenciada pela diminuição do volume de vendas de commodities. O decréscimo foi de 4,6%, e contribuíram, principalmente, a queda de indústrias extrativas (-12,7%) e indústrias de transformação (-4,3%).
Indústrias extrativas, atividade em que o Espírito Santo tem relevância nacional, foram influenciadas pelas variações em volume negativas na extração de petróleo e gás natural e na extração de minério de ferro. Apesar do recuo, a extração foi a atividade com maior ganho de participação no valor da economia capixaba, saltando de 6,1%, em 2017, para 14,9%, em 2018.
“O desempenho ruim em relação ao volume foi compensado, de certa forma, pelo aumento de preço das commodities. O mesmo ocorreu com as indústrias de transformação, que foram afetadas pelas atividades ligadas à celulose, por exemplo”, frisou Rocha.
No setor de serviços, que tem a maior participação no PIB estadual, a variação em volume foi de 3,8%. O avanço foi puxado principalmente pelo de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (7,6%), transporte, armazenagem e correios (7,1%) e atividades imobiliárias (4,5%).
O diretor de Integração do IJSN, Pablo Lira, chama a atenção para alguns acontecimentos a nível nacional que afetaram o desempenho do PIB capixaba, e especialmente das indústrias no Estado. Um deles é a crise econômica que se intensificou no país por volta de 2015 e 2016.
“O PIB do país estava caindo, e o do Estado também. Combinado a isso, sofremos ainda com os desdobramentos do desastre de Mariana, no final de 2015, e aquilo foi se alastrando. Começamos a ter uma recuperação, ainda lenta, em 2017, e, em 2018, alcançamos esse resultado bastante positivo de 3%, acima do desempenho nacional.”
Para 2019, também é esperado algum crescimento, embora ainda não seja possível estimar números. Lira destaca que o Estado foi afetado nesse ano pelos impactos da tragédia em Brumadinho, Minas Gerais, mas que os estudos ainda estão em fase inicial.
Para dezembro, está prevista a divulgação do resultado do PIB dos municípios capixabas, bem como as projeções para PIB Estadual referente ao terceiro trimestre de 2020.

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