Publicado em 25 de janeiro de 2021 às 16:46
- Atualizado há 5 anos
Depois de quase um mês da queda de duas torres-d'água, de 15 metros de altura cada uma, do Residencial São Roque, 15 famílias começam a regressar aos seus apartamentos nesta segunda-feira (25). O acidente aconteceu no dia 30 de dezembro do ano passado, no bairro Padre Gabriel, em Cariacica. Na ocasião, uma pessoa morreu e dezenas de famílias foram afetadas. >
Por nota, a Cobra Engenharia, empresa responsável pela construção do empreendimento, informou que as famílias que moram nas colunas final 1, 2 e 3 do condomínio São Roque 1 estão voltando para seus apartamentos a partir de desta segunda-feira (25). Ao todo, 15 apartamentos foram liberados. Já os moradores da coluna final 4, que conta com cinco apartamentos, voltarão no sábado (30). >
Foi sobre esse prédio que uma das torres d'água caiu e ficou apoiado por dias, até que fosse feita a retirada.
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Já a outra torre foi ao chão, destruindo parte da lateral do prédio São Roque 2. A previsão da Cobra Engenharia é de que a obra do nessa unidade seja concluída em 12 de fevereiro. Até lá, as 20 famílias devem permanecer fora de casa.
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O Residencial São Roque foi inaugurado no dia 14 de dezembro, após quase três anos em obras, e custou mais de R$ 40 milhões. Ele atende pessoas de baixa renda que se enquadram na Faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida, que é composta por famílias mais carentes, que têm renda mensal de até R$ 1,8 mil. >
Ao todo, segundo o governo federal, 496 famílias foram beneficiadas com os imóveis. Desse total, 40 apartamentos dos blocos 6 do Residencial São Roque I e 5 do São Roque II, foram interditados devido ao acidente. Esses moradores tiveram que deixar seus lares.>
O sistema de abastecimento de água do condomínio São Roque só foi totalmente restabelecido no dia 10 de janeiro. Enquanto isso, a construtora instalou caixas-d'água provisórias onde os moradores tinham que buscar água com baldes. Depois de reclamação de sobre a qualidade da água, a empresa passou a fornecer galões de 20 litros de água potável para as famílias.>
De acordo com a empresa, ela só começou a trabalhar na solução da questão após concluídas as perícias e a retirada completa das estruturas. A retirada completa das caixas-d'água foi concluída no dia 6 de janeiro.>
Desde a primeira semana de janeiro, as causas do acidente vêm sendo investigadas, tanto pela Cobra Engenharia, quanto pela fabricante das caixas, a Camarço Reservatórios, e pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES).>
A Cobra Engenharia informou que o prazo para conclusão do laudo é de 30 a 60 dias, desde a data de perícia, que ocorreu na primeira semana de janeiro. Já o Crea-ES está aguardando a resposta da Camarço Reservatórios para concluir e dar publicidade ao lado produzido pela sua equipe.>
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