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Covid: com pico de afastamentos, empresas no ES têm dificuldades para funcionar

Há redes de supermercados com até 500 funcionários afastados, segundo informações da Acaps. No setor de bares e restaurantes, empresários têm contratado funcionários extra para suprir ausências

Tempo de leitura: 3min
Vitória
Publicado em 13/01/2022 às 09h55

Com a disseminação acelerada da variante ômicron, o país e o Espírito Santo passam novamente por uma onda de contaminação da Covid-19, tendo registrado recorde de casos confirmados nos últimos dias. O recrudescimento da crise sanitária já afeta as empresas, que têm registrado alta no número de funcionários afastados por contaminação ou suspeita do vírus. Em algumas, já há prejuízo às operações, sendo preciso contratar funcionários intermitentes ou rever forma de funcionamento.

Para se ter ideia, em algumas redes de supermercados há pelo menos 500 funcionários afastados, segundo informações da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps). Empresas menores também têm sido afetadas.

Entre os segmentos pesquisados no Recall de Marcas 2021 está o de supermercado.
Empresas registram pico de afastamentos por Covid e gripe. Crédito: Freepik

O superintendente da entidade, Hélio Schneider, pontua que, por enquanto, não há relatos de estabelecimentos recorrendo a medidas paliativas, como redução de horário de funcionamento ou contratações temporárias, entretanto, pequenos negócios têm tido grande dificuldade para atender aos consumidores.

“Algumas empresas grandes estão com mais de 500 funcionários afastados, e assim como as grandes têm dificuldades, há menores quase sem condição de operar, até funcionando, mas precariamente. O que a gente tem pedido aos consumidores é que entendam a situação, que às vezes é de poucos dias, mas que têm afetado as operações.”

E não é apenas a Covid-19 que preocupa. Segundo o presidente do Sindicato dos Restaurantes, Bares e Similares do Estado do Espírito Santo (Sindbares), Rodrigo Vervloet, também há muitos relatos de afastamento por conta da gripe, que é considerada epidêmica.

Por conta disso, há estabelecimentos contratando funcionários extras e intermitentes para conseguir suprir ausências e atender aos clientes. “Isso se agrava pois é um período que a demanda é muito alta por conta do verão.”

No comércio, algumas empresas já chegam a contar com até 15% dos funcionários afastados após apresentarem sintomas gripais, segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES).

“O surto de gripe cria uma insegurança no trabalhador, que vai trabalhar, tem o sintoma, corre no médico, e acaba sendo afastado por alguns dias, até mesmo para que possa descobrir se é mesmo gripe ou Covid. Tem havido um acúmulo de atestados bastante representativo, e as empresas têm que lidar com isso, até porque existe uma preocupação com a saúde dos trabalhadores e clientes”, observa o presidente da Federação, José Lino Sepulcri.

Ele ressalta que, no momento, as lojas têm se esforçado para funcionar normalmente, apesar das baixas, mas pontua que o momento é de atenção, pois caso o percentual de afastamentos aumente poderá haver prejuízo.

O superintendente da Federação das Empresas de Transportes do Estado (Fetransportes), Edinaldo Loureiro, destaca que embora haja preocupação com a nova onda da Covid, atrelada à epidemia de gripe, as empresas do setor, até então, têm sido pouco afetadas. Ele reforça ainda que os empreendimentos mantém os cuidados preventivos já adotados desde o início da pandemia.

Os cuidados, como orientação ao distanciamento, uso de máscaras, higienização, entre outros, também são observados nos demais setores, inclusive nas indústrias, que também têm registrado expansão de casos de trabalhadores com sintomas gripais.

O gerente-executivo de saúde e segurança do Sesi Espírito Santo, Flávio Rodrigues, ressalta que ainda no início da pandemia a indústria capixaba se preparou para lidar com o cenário de crescimento das contaminações e estabeleceu protocolos rígidos de segurança para combater a disseminação da doença.

Agora, principalmente em virtude da alta de casos, as indústrias continuam orientando o home office ou o modelo de trabalho híbrido quando possível. “No caso de quem precisa trabalhar presencialmente, existe todo um cuidado, com regras para distanciamento, medição de temperatura, uso de máscara, higienização, entre outro. A prevenção é o melhor remédio e por isso é um momento de reforçar também a importância da vacinação.”

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