Quando falamos sobre os grandes investimentos previstos para o Espírito Santo e até mesmo sobre os rumos do PIB (Produto Interno Bruto) capixaba, muito pouco se fala da para lá de consolidada economia de Vitória. Entretanto, dados da Secretaria de Estado da Fazenda sobre a arrecadação de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) mostram que a Capital tem bastante lenha para queimar.
As empresas sediadas em Vitória seguem sendo, de longe, as maiores pagadoras de ICMS do Espírito Santo. Importante lembrar que trata-se do tributo mais relevante para o orçamento estadual. Nos últimos três anos, além de manter a sua fatia no bolo, a Capital ampliou a diferença para a Serra, segunda colocada no ranking. Em 2023, Vitória respondeu por 42,3% da arrecadação total de ICMS no Espírito Santo, foram R$ 7,53 bilhões. No ano passado, foram R$ 9,7 bi (mais de R$ 2 bi a mais) ou 42,6% do total. A Serra, por sua vez, saiu de uma participação de 19,8% (R$ 3,5 bi), em 2023, para 16,7% (R$ 3,79 bi), em 2025.
O ICMS não é um espelho perfeito do que acontece na economia, afinal, são vários os setores que estão isentos (exportadores, empresas beneficiadas por drawback, algumas atividades de energia elétrica e petróleo e outras) ou pagam menos por causa de incentivos específicos, mas é um balizador relevante. Vitória abriga portos importantes, tem um forte comércio varejista e é prestadora de um enorme leque de serviços - financeiro, tecnologia, comércio exterior, petróleo, saúde, imobiliário e por aí vai. A sua força passa por aí.
Com uma qualidade de vida fora da curva, a resiliência econômica da capital capixaba tem tudo para continuar indo longe.
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