Dois dos últimos anúncios de investimento no Espírito Santo, Adufértil e GWM, ambos em Aracruz, destacaram a localização e a infraestrutura logística do Estado como fundamentais na tomada de decisão. No caso da fabricante chinesa de automóveis, o hub logístico de Aracruz será fundamental para escoar a produção, que pode chegar a 200 mil automóveis por ano, para o resto do Brasil (por cabotagem), América Latina e até União Europeia. Antes de anunciar a intenção de investimento no Norte capixaba, executivos GWM foram aos donos dos portos para confirmar se o que estava anunciado era mesmo para valer e, diante da resposta positiva, qual era o apetite para continuar investindo e crescendo, afinal, tudo dando certo, demanda será alta.
No caso da Adufértil, empresa da Indorama Corporation, de Singapura, o empreendimento já nasceu a partir de uma aliança com Portocel e Suzano. Nada, claro, é por acaso. A Suzano, grande plantadora de florestas de eucalipto, irá consumir uma boa parte da produção. Portocel (porto que é da Suzano e da Cenibra), por sua vez, receberá todos os insumos importados que serão utilizados pela misturadora, que ficará ao lado do terminal. A poucos metros da estrutura está o ramal Piraqueaçu, que pertence à Estrada de Ferro Vitória-Minas. No médio e longo prazos, o objetivo é escoar parte da produção pela estrutura ferroviária que vai até o Brasil Central, onde está grande parte da produção do agronegócio brasileiro.
São dois fatos importantes quando observamos a economia capixaba de maneira estratégica. Com o fim dos benefícios fiscais, marcado para o final de 2032, o Estado precisa de uma nova alavanca para atrair investimentos, principalmente industriais. A localização está dada, ninguém tira, mas a infraestrutura precisa ajudar.
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