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24/02/2026: um dia importante para a economia do Espírito Santo

Nesta terça-feira (24), executivos da alta cúpula da GWM (Great Wall Motors), maior montadora privada de automóveis da China, darão detalhes de fábrica em Aracruz

Vitória
Publicado em 24/02/2026 às 03h00
Fábrica da GWM em Iracemapolis, interior do Estado de São Paulo
Fábrica da GWM em Iracemapolis, interior do Estado de São Paulo. Crédito: Divulgação/GWM

Na manhã desta terça-feira (24), executivos da alta cúpula da GWM (Great Wall Motors), maior montadora privada de automóveis da China, estarão no Palácio Anchieta para apresentar os detalhes do investimento que será desenvolvido em Aracruz, Norte do Espírito Santo. O empreendimento ficará em um terreno de quase 2 milhões de metros quadrados, desapropriado, no final de janeiro, pelo governo do Estado, bem ao lado dos projetos portuários de Barra do Riacho. Na tarde desta segunda-feira (23), os executivos chineses sobrevoaram a área ao lado do governador, Renato Casagrande, e do vice-governador, Ricardo Ferraço.

A linha de produção de carros elétricos e híbridos que a GWM planeja para Aracruz tem potência para mexer com as bases da economia capixaba. Trata-se de um investimento que deve ficar na casa dos R$ 5 bilhões e que sairá do papel, de maneira faseada, até o começo da próxima década. Não será uma montadora de automóveis (que traz as peças de várias partes do planeta e monta aqui), mas uma fabricante: grande parte das peças, componentes e insumos serão feitos em solo capixaba. Em se tratando de uma indústria que vive uma revolução tecnológica - dos carros a combustão para elétricos -, onde os chineses puxam a fila, não é pouca coisa.

A capacidade que uma operação como esta tem de atrair outras indústrias, formar novas cadeias produtivas e atrair investimentos para o Estado é enorme. Por exemplo: com uma fábrica de automóveis deste tamanho funcionando em Aracruz, fará mais sentido para a ArcelorMittal Tubarão, na Serra, tirar do papel o investimento em uma linha de galvanizados e no Laminador de Tiras a Frio, orçados em quase R$ 4 bilhões. É claro que para isso o derrame de aço importado a preços abaixo do mercado precisa ser contido, mas, sem dúvida, fará mais sentido para a siderúrgica. É o famoso círculo virtuoso.

A economia do Espírito Santo historicamente caracterizou-se por ser muito forte na cadeia de commodities - café, pelotas de minério de ferro, celulose, chapas de aço e petróleo - e sempre, diante da potência dessas mercadorias, teve muitas dificuldades para agregar valor à produção. Há uma ou outra iniciativa, mas a confirmação da GWM pode ser uma virada de chave.

Por isso, o dia 24 de fevereiro de 2026 já pode ser considerado um dia importante para a economia do Espírito Santo.

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