Em 2026, elegeremos deputados estaduais, federais, governador, senadores e presidente da República. O debate, claro, já começa a ser posto. Importante, portanto, estarmos cientes das nossas fraquezas e das nossas fortalezas em relação à competitividade. Olhando para as questões regionais, é evidente que o Espírito Santo avançou bastante desde 2003. Saímos, só para ficar neste exemplo, de três folhas do funcionalismo público em atraso para a liderança nacional da gestão das contas públicas. Não é pouca coisa. Mas isso não significa dizer que está tudo perfeito, pelo contrário, há muito o que avançar.
No final do ano passado, o Centro de Liderança Pública soltou o Ranking de Competitividade dos Estados 2025. O Espírito Santo perdeu uma posição no ranking geral, para Minas Gerais, caindo para o 7º lugar. São observados dez indicadores: sustentabilidade ambiental, capital humano, educação, eficiência da máquina pública, infraestrutura, inovação, potencial de mercado, solidez fiscal, segurança pública e sustentabilidade social. No geral, o Espírito Santo ficou com 63,1 pontos (de zero a 100). São Paulo é o primeiro, com 81,1, e Amapá é o último, com 19,4 (o que evidencia o tamanho da desigualdade regional brasileira).
O Estado vai muito bem na solidez fiscal, com nota 100 e primeiro lugar disparado. Nos quesitos eficiência da máquina pública (82,9), sustentabilidade social (74,8), sustentabilidade ambiental (78) e educação (70,9), o Espírito Santo vem bem e precisa manter os avanços. O sinal de alerta é ligado na infraestrutura (67,1) e no capital humano (63,9). A coisa se complica em inovação (57, mesma média do Brasil, apesar das profundas desigualdades) e, principalmente, potencial de mercado (29,8) e segurança pública (7,5), que ficaram abaixo da média brasileira.
Na segurança, o Espírito Santo pena na maioria dos indicadores observados e figura na 23ª colocação nacional. O único que está entre os dez melhores do país é: atuação do sistema de Justiça Criminal. Nos demais - presos sem condenação, déficit de vagas, mortes a esclarecer, mortalidade no trânsito, morbidade hospitalar por acidente de trânsito e segurança Pessoal -, estamos na parte de baixo da tabela. Em morbidade hospitalar por acidente de trânsito somos os piores do Brasil.
Em potencial de mercado, ficamos na 18ª posição: os indicadores mais problemáticos foram taxa de crescimento (a expansão do PIB capixaba, em 2024, ficou abaixo da brasileira), tamanho do mercado, crescimento potencial da força de trabalho, qualidade de crédito para a pessoa física e volume de crédito.
Por fim, inovação, onde estamos em 11º lugar no ranking nacional. Os maiores gargalos identificados pelo estudo foram: investimentos públicos em pesquisa e desenvolvimento, bolsa de mestrado e doutorado, patentes e estrutura de apoio à inovação.
Todas essas questões impactam a economia (e não só ela) de maneira direta. Um debate maduro sobre todos esses temas faria muito bem para nosso futuro. As eleições de outubro estarão aí para isso.
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