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Gigante norte-americana confirma forte expansão do café no ES

A StoneX, fundada em 1924, é uma das mais conhecidas companhias de serviços financeiros do mundo. O conglomerado é especializado no agro

Vitória
Publicado em 18/02/2026 às 03h00
Agronegócio 5.0: Fazenda Três Marias, em Linhares, aposta em tecnologia, como uso de sensores, além de integração floresta, lavoura de café, milho coco, frutas e milho e criação de gado. Negócio é administrado por Leticia Lindenberg
Café conilon em fazenda de Linhares, Norte do Espírito Santo. Crédito: Fernando Madeira

A norte-americana StoneX, fundada em 1924, é uma das mais conhecidas companhias de serviços financeiros do mundo. Especialista em montar estratégias de proteção (hedge) contra variação de preços, o conglomerado atua nos principais centros do agronegócio brasileiro, inclusive no Espírito Santo. Diante da forte expansão da cultura do café conilon, um escritório da StoneX foi aberto, em Linhares, em 2025.

"É um trabalho muito difícil, não é simples medir em áreas tão grandes, mas precisamos de informações seguras, afinal, sem medir, não conseguimos gerir. Trabalhamos com gestão de risco, preciso mostrar a realidade para o meu cliente estar bem posicionado em qualquer cenário. Temos uma metodologia muito consolidada e a tecnologia vem ajudando demais o trabalho. A precisão é cada dia maior e o que estamos observando é uma expansão muito forte do café, principalmente do conilon, no Espírito Santo", explicou Fernando Maximiliano, gerente de Inteligência de Mercado do Café da StoneX no Estado.

Os dados consolidados mostram que a safra de 2025 foi recorde, com 22,2 milhões de sacas - 3 milhões de arábica e 19,2 milhões de conilon. Em 2019, a colheita ficou em 17,2 milhões de sacas, sendo 3,2 milhões de arábica e 14 milhões de conilon. A StoneX acredita que, por questões naturais, haverá uma queda na colheita do conilon, em 2026, para algo pouco acima de 16 milhões de sacas, mas os dados da primeira metade da década evidenciam um avanço forte da cultura: na expansão de área e principalmente nos ganhos de produtividade.

"Chama a atenção o preparo do produtor capixaba em termos de uso de tecnologia, irrigação, na adoção de espécies mais resilientes, manejo... Tudo isso se traduz no aumento da produção, no aumento da qualidade e, em parte, nos preços que temos visto nos últimos anos. O produtor capixaba ganhou muito mercado dentro e fora do Brasil", assinala o executivo.

E como é feito o levantamento?

"Fazemos as estimativas de áreas de produção com satélite, drones e aviões. Olhamos para a produção e distribuição de mudas e sementes. Também enviamos profissionais aos locais de produção. Assim, conseguimos montar um mapa do Brasil com áreas de café por município. Feito o trabalho da estimativa de área, que muda todos os anos, montamos um modelo estatístico para chegarmos a uma amostra da realidade, assim, nossos estatísticos fazem uma distribuição aleatória, sem que o produtor saiba. Após isso fazemos a medição de plantas por hectare, estimamos volume de litros de café e calibramos em períodos específicos (florada, enchimento do grão e durante a colheita). Ao longo dos meses os técnicos vão a campo observar o desenvolvimento dos grãos e, assim, estimam a produtividade por hectare. A análise, por região, é feita e validada a partir disso tudo. Temos um dado consolidado da safra no último trimestre de cada ano, mas, um ano depois, para validar o trabalho, pegamos, com as fontes oficiais, o volume exportado, o volume consumido no Brasil e o estoque, aí temos o balanço final", explicou Maximiliano. 

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