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Investimento de R$ 65 milhões começa a sair do papel em Aracruz

A Adufértil, em parceria com Portocel e Suzano, vai fazer uma misturadora de fertilizantes em Barra do Riacho. A empresa é de um grupo de Singapura

Vitória
Publicado em 13/02/2026 às 03h00
Planta da Suzano em Aracruz: empresa está investindo em caldeira de biomassa
Fábrica da Suzano, em Aracruz, fica bem perto de Portocel, porto responsável por escoar a produção. Crédito: SUZANO/DIVULGAÇÃO

As obras da misturadora de fertilizantes que a Adufértil fará em Aracruz, Norte do Espírito Santo, vão começar. A pedra fundamental será lançada no próximo dia 26. Trata-se de uma unidade de R$ 65 milhões que será feita em parceria com a Suzano (a operação ficará em uma área da fabricante de papel e celulose) e Portocel. Serão mais de 300 empregos na implantação e perto de 100 na operação, que deve ser iniciada em 2027. A Adufértil faz parte da Indorama Corporation, indústria química com sede em Singapura. 

A ideia é transformar Barra do Riacho em uma nova rota de fertilizantes para o país. Importante lembrar que o Brasil, um dos grandes produtores de alimentos do mundo, importa cerca de 80% do fertilizante usado. A misturadora pode chegar a ter uma capacidade de 180 mil toneladas por ano. Os insumos que ela utilizará são de fora e entrarão por Portocel (que está conectado à Estrada de Ferro Vitória-Minas). A ideia é que a Suzano compre grande parte da produção para colocar em suas florestas de eucalipto de Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia. O que sobrar ficará à disposição do mercado.

Vale destacar outro aspecto deste investimento. A Suzano, no final de 2025, decidiu fazer um corte (de tamanho ainda não divulgado) na produção das fábricas de celulose de Aracruz. O principal motivo é o alto valor da madeira vinda de Minas Gerais (não há matéria-prima suficiente por aqui) para abastecer a operação capixaba. A vinda da misturadora de fertilizantes para Barra do Riacho tem como principal objetivo a redução dos custos de produção. É claro que só ela não vai resolver tudo, mas, além de trazer uma nova atividade para o Estado, pode ajudar a solucionar um problema grave de uma indústria fundamental para a economia capixaba.

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