A indústria brasileira de rochas, que é muito concentrada no Espírito Santo (algo perto de 80% do movimento), bateu recorde de exportações em 2025: US$ 1,48 bilhão (R$ 7,6 bilhões no dólar de hoje). A meta estabelecida pelo Centrorochas (associação empresarial que representa os exportadores) é chegar aos US$ 3 bilhões até 2030. Não é pouca coisa, estamos falando de mais do que dobrar as vendas para fora em apenas cinco anos.
Para tanto, o setor produtivo estabeleceu um planejamento com metas comerciais e pleitos junto aos mais diversos órgãos de governo. Na parte comercial, é tida como fundamental a diversificação de carteira, hoje muito concentrada no mercado norte-americano (mais da metade das vendas vão para lá). Os empresários enxergam boas possibilidades de crescimento, por exemplo, no Oriente Médio. Entre as iniciativas está a criação de um hub logístico no Porto de Abu Dhabi para concorrer com materiais da Itália, Turquia, Índia e China em pé de igualdade.
Na frente dos pleitos aos governos, o Centrorochas quer maior agilidade e previsibilidade no licenciamento mineral e ambiental (hoje o processo pode levar mais mais de oito anos), modernização da regulamentação do transporte de rochas, a inclusão do Sul do Espírito Santo na Sudene e melhorias na infraestrutura logística. "O Porto da Imetame, previsto para 2028, é importante e merece apoio institucional”, disse o presidente do Centrorochas, Tales Machado.
Nesta quarta-feira (11), a indústria de rochas foi homenageada em sessão realizada na Câmara dos Deputados. Os empresários aproveitaram a ocasião para apresentarem os seus pleitos.
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