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Apesar do tarifaço, exportação de rochas bate recorde histórico no Brasil

O resultado supera o recorde anterior, de 2021. O Espírito Santo responde por quase 80% do resultado. Os dados são da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas)

Vitória
Publicado em 12/01/2026 às 15h50
Operação no Porto de Capuaba, em Vila Velha
Embarque de blocos no Terminal Portuário de Vila Velha, no Espírito Santo. Crédito: Fernando Madeira

A indústria brasileira de rochas fechou 2025 com o melhor desempenho de sua história, alcançando US$ 1,48 bilhão (R$ 7,96 bilhões no dólar atual) em exportações. Crescimento de 17,5%, de faturamento, em relação a 2024. O resultado supera o recorde anterior, de 2021. Os dados são da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas). O Espírito Santo responde por 78,5% das vendas externas do Brasil, seguido por Minas Gerais (9,1%) e Ceará (7,4%).

O ótimo resultado se dá apesar do aumento da tarifa de importação dos Estados Unidos (os maiores compradores do planeta) em cima dos produtos brasileiros, em vigor desde agosto. Apenas os quartzitos ficaram de fora. Mármore, granito e ardósia, por exemplo, pagam taxa mais alta que a concorrência, portanto, uma enorme perda de competitividade.

O setor também avançou em volume físico exportado. Em 2025, as vendas externas somaram 2,11 milhões de toneladas, alta de 2,9% em relação ao ano anterior. O resultado reforça um movimento consistente de valorização das rochas naturais brasileiras, impulsionado principalmente pela elevação do preço médio de exportação, que ficou 14,2% acima do registrado em 2024.

“Os números impressionam, especialmente por terem sido alcançados em um ano desafiador, marcado pelo tarifaço, que provocou quedas relevantes nas exportações de granitos, mármores e ardósia. Se esses materiais tivessem mantido o ritmo de vendas do primeiro semestre, o setor poderia ter alcançado um faturamento próximo de US$ 1,6 bilhão em 2025”, avalia Tales Machado, presidente da Centrorochas. “Para as empresas focadas exclusivamente na extração de mármore e granito, o ano foi marcado por retração. Esse movimento, no entanto, acabou sendo compensado pelo avanço de outros materiais, como os quartzitos, que tiveram desempenho bastante positivo e ajudaram a sustentar o resultado geral do setor, nos surpreendendo com esse recorde histórico”.

Os Estados Unidos permaneceram, em 2025, como o principal destino das rochas naturais brasileiras, respondendo por 53,6% das exportações e faturamento de US$ 795 milhões (+11,8%). Na sequência aparecem China, com 17,5% de participação (US$ 260,1 milhões e 19% de expansão), e Itália, que alcançou US$ 117,7 milhões, um crescimento expressivo de 42,2% no ano.  

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