A indústria brasileira de rochas fechou 2025 com o melhor desempenho de sua história, alcançando US$ 1,48 bilhão (R$ 7,96 bilhões no dólar atual) em exportações. Crescimento de 17,5%, de faturamento, em relação a 2024. O resultado supera o recorde anterior, de 2021. Os dados são da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas).
O Espírito Santo responde por 78,5% das vendas externas do Brasil, seguido por Minas Gerais (9,1%) e Ceará (7,4%).
O setor também avançou em volume físico exportado. Em 2025, as vendas externas somaram 2,11 milhões de toneladas, alta de 2,9% em relação ao ano anterior. O resultado reforça um movimento consistente de valorização das rochas naturais brasileiras, impulsionado principalmente pela elevação do preço médio de exportação, que ficou 14,2% acima do registrado em 2024.
“Os números impressionam, especialmente por terem sido alcançados em um ano desafiador, marcado pelo tarifaço, que provocou quedas relevantes nas exportações de granitos, mármores e ardósia. Se esses materiais tivessem mantido o ritmo de vendas do primeiro semestre, o setor poderia ter alcançado um faturamento próximo de US$ 1,6 bilhão em 2025”, avalia Tales Machado, presidente da Centrorochas. “Para as empresas focadas exclusivamente na extração de mármore e granito, o ano foi marcado por retração. Esse movimento, no entanto, acabou sendo compensado pelo avanço de outros materiais, como os quartzitos, que tiveram desempenho bastante positivo e ajudaram a sustentar o resultado geral do setor, nos surpreendendo com esse recorde histórico”.
Os Estados Unidos permaneceram, em 2025, como o principal destino das rochas naturais brasileiras, respondendo por 53,6% das exportações e faturamento de US$ 795 milhões (+11,8%). Na sequência aparecem China, com 17,5% de participação (US$ 260,1 milhões e 19% de expansão), e Itália, que alcançou US$ 117,7 milhões, um crescimento expressivo de 42,2% no ano.