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Economia

Comércio se consolida como o trem pagador do Espírito Santo

O destaque fica por conta dos segmentos atacadista e distribuidor, que estão em franca expansão. O Comércio responde por quase 1/3 da arrecadação capixaba de ICMS

Públicado em 

10 fev 2026 às 03:00
Abdo Filho

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Abdo Filho

Complexo logístico da 7Log, em Primavera, Viana
Complexo logístico da 7Log, em Primavera, Viana Crédito: Divulgação/7Log
O Comércio voltou a crescer acima da média no Espírito Santo e ampliou a sua vantagem como o maior pagador de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do Espírito Santo. O ICMS, importante lembrar, é o principal tributo dos estados e, portanto, termômetro importante da atividade econômica. Em 2025, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Fazenda, o Comércio, o atacadista e distribuidor puxando a fila, pagou R$ 7,32 bilhões em ICMS, 13,38% (nominal, sem descontar a inflação) acima dos R$ 6,45 bi de 2024, que já era um recorde.
A expansão está bem acima do crescimento de arrecadação de ICMS no Espírito Santo, que ficou, em 2025, em 8,3% e da receita geral do Estado, que avançou 9,4%. O que mais chama atenção é que o segmento vem mantendo a força desde o começo da década, logo após a convalidação dos incentivos fiscais até 2032, o que provocou uma poderosa onda de investimentos no setor. Nesta janela, o Comércio acabou ultrapassando a Indústria, o Setor Elétrico e os Combustíveis como principal contribuinte do Espírito Santo. A participação do Comércio no total arrecadado aumentou de 26%, em 2022, para 32,1%, em 2025, sinalizando uma mudança estrutural na arrecadação estadual.
O ICMS apresentou um crescimento nominal de 8,3%, saindo de uma arrecadação bruta de R$ 20,889 bi para R$ 22,616 bi. Comércio, com aumento de R$ 864 milhões; café, com R$ 430 milhões a mais; e a substituição tributária, com R$ 208 milhões, responderam por quase todo avanço do ICMS capixaba, em 2025.

Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiário de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi repórter da CBN Vitória e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Política, Economia e Brasil & Mundo, já no processo de integração de todas as redações da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Produção e, em 2019, Editor-executivo.

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