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Arrecadação bate novo recorde no ES e repasse federal dispara

Os índices ficaram bem acima da inflação (IPCA), de 4,26%, e do crescimento do PIB brasileiro no ano passado, que ainda não foi divulgado, mas que deve ficar pouco acima dos 2%

Vitória
Publicado em 09/02/2026 às 03h00
Palácio Anchieta, Vitória
Fachada do Palácio Anchieta, sede do governo do Espírito Santo, em Vitória. Crédito: Ricardo Medeiros

As receitas totais do Estado do Espírito Santo bateram novo recorde, em 2025: R$ 31,98 bilhões entraram nos cofres, um crescimento nominal (sem descontar a inflação) de 9,4%. Os dados são da Secretaria de Estado da Fazenda. A arrecadação de ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), que é o principal tributo estadual, bateu em R$ 22,61 bilhões, uma expansão nominal de 8,3%. Os índices ficaram bem acima da inflação (IPCA), de 4,26%, e do crescimento do PIB brasileiro no ano passado, que ainda não foi divulgado, mas que deve ficar pouco acima dos 2%. Muito embora a expansão de receita tenha vindo forte, ficou abaixo da registrada em 2024: 12,26%.

O bom desempenho do ICMS foi puxado por setores estratégicos da economia capixaba, caso do comércio, com aumento de R$ 864 milhões, e café, com R$ 430 milhões a mais. O avanço é atribuído à expansão das atividades.

O montante do Espírito Santo vindo do Fundo de Participação dos Estados (FPE) cresceu 15%, chegando a R$ 3,47 bilhões. O FPE é um repasse feito pela União aos estados e Distrito Federal. Em resumo, 21,5% do Imposto de Renda e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) vão para os entes federados. O aumento é revelador sobre o crescimento acelerado da base de arrecadação do governo federal.

Outro destaque se deu nas ações de combate à sonegação fiscal. A arrecadação oriunda das chamadas ações fiscais teve variação de mais de 100%, passando de R$ 109 milhões para R$ 234 milhões, em 2025.

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