O campo de Jubarte, no litoral Sul do Espírito Santo, ficou entre os cinco que mais produziram petróleo em 2025. Uma média de 152 mil barris por dia. Desde de 2021 que um campo localizado no Estado não figurava entre os top 5 do país. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Tupi, com 786 mil barris/dia, Búzios (753 mil barris/dia), Mero (531 mil barris/dia) e Itapu (154 mil), todos no mar do Rio de Janeiro, acompanham Jubarte na liderança. Esses cinco respondem por 65% da produção marítima (que é o que puxa a indústria brasileira de óleo e gás) total.
O dado é relevante, mas cabem algumas observações. Jubarte é, entre os top 5, o campo mais antigo em operação - desde dezembro de 2002, antes mesmo da declaração de descoberta do pré-sal, em 2006. Tupi começou em 2010; Búzios, em 2018; Mero, em 2017; e Itapu, em 2022.
Trata-se de um evidente ponto de atenção para a indústria capixaba do petróleo, que responde por mais de 20% do PIB industrial do Espírito Santo, e, claro, para a economia do Estado como um todo. Há tempos que Jubarte puxa, quase sozinho, o setor. O Espírito Santo, desde meados da década passada, deixou de ser um grande alvo exploratório da indústria do petróleo. Ou esta realidade muda ou teremos um pouso nada suave de um relevante vetor da nossa economia.
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