O movimento de cargas pelo Complexo Portuário de Vitória, em 2025, ficou em 7,9 milhões de toneladas, queda de 5,95% em relação às 8,4 milhões de toneladas registradas em 2024. As importações foram bem - de 4,9 milhões de toneladas, em 2024, para 5,3 milhões de toneladas, em 2025, crescimento de 9% -, mas as exportações tiveram queda e não sustentaram uma expansão no quadro geral. Os dados são da Vports, concessionária responsável pelo Porto de Vitória desde 2022.
O granel sólido destacou-se como o principal tipo de carga movimentada, totalizando 3 milhões de toneladas, equivalentes a 38% da movimentação total do porto. O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das importações de fertilizantes, carvão, hulha e coque de petróleo. Os carros seguem com uma importante participação: em 2025, 215 mil unidades entraram por Vitória e Vila Velha.
Do lado das exportações, a quantidade de café e de rochas que saiu pelo complexo da Vports encolheu. A venda de café conilon, que é o forte do Espírito Santo, caiu no geral, mas as exportações de rochas subiram no ano passado. A volatilidade provocada pelo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos, em meados de 2025, em cima de produtos brasileiros, é apontado como fator determinante para o impacto nos negócios.
"Mesmo em um ano desafiador, diante o tarifaço dos Estados Unidos, são dados muito significativos que demonstram o potencial multipropósito dos nossos portos para se alinhar às demandas do mercado", assinalou o CEO da Vports, Gustavo Serrão. "Atendemos toda a demanda requerida ao longo de 2025. A redução não tem a ver com capacidade do porto".
A expectativa para 2026 é positiva tanto na movimentação de cargas, que foi bem em janeiro (mais de 700 mil toneladas), como nas expansões de atividade previstas. A nova área para contêineres deve começar a funcionar nos próximos meses e os investimentos realizados e contratados até 2027 chegam a R$ 1,5 bilhão. “Em Barra do Riacho, a Vports trabalha no desenvolvimento de um terminal multipropósito em uma área com mais 520 mil m², como parte do Parklog. A área, neste momento, está em fase de licenciamento ambiental junto ao Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema-ES) – etapa primordial para operacionalização do porto”, destaca Serrão.
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta.
