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Fibrasa investe mais de R$ 100 milhões e muda fábrica da Serra de patamar

A fábrica, em operação há mais de 50 anos e que hoje produz embalagens de menor porte, vai fazer baldes industriais e praticamente dobrar de tamanho

Vitória
Publicado em 23/02/2026 às 15h41
Fábrica da Fibrasa, no Civit, Serra
Fábrica da Fibrasa, no Civit, Serra. Crédito: Divulgação/ Fibrasa

A capixaba Fibrasa, líder na produção de embalagens plásticas no Brasil, está fazendo um investimento de pouco mais de R$ 120 milhões na sua fábrica da Serra. A unidade passará a produzir baldes plásticos, usados em grande escala pelas indústrias de tintas e alimentícia. A fábrica, em operação há mais de 50 anos e que hoje produz embalagens de menor porte, vai praticamente dobrar de tamanho.

A primeira fase do empreendimento, que recebeu um aporte de R$ 90 milhões, começa a operar já em abril. A segunda etapa, um investimento de mais de R$ 30 milhões, será entregue no ano que vem. Serão abertos 100 novos empregos. A nova linha capixaba vai abastecer os mercados das regiões Sul e Sudeste do Brasil. A Fibrasa chegou a estudar a construção de uma nova fábrica, em Santa Catarina, mas o Espírito Santo se mostrou mais competitivo.

"Já temos toda uma infraestrutura montada no Civit I, o que conta bastante, e o Espírito Santo tem uma localização muito boa. Está próximo de enormes mercados consumidores do nosso produto. Mais de 60% do mercado está no Sul e Sudeste, principalmente em São Paulo. O custo logístico dessa indústria é elevado, portanto, o Estado, que tem benefícios fiscais importantes, se apresenta muito bem", assinalou Bernardo Castro, gestor Comercial da Fibrasa. "Tem um outro detalhe importante: a embalagem responde por cerca de 50% dos custos da indústria de tintas, portanto, a instalação desta fábrica torna o Estado muito potente na cadeia da indústria de tintas e massa corrida, lembrando que o Espírito Santo é importante no fornecimento da dolomita, matéria-prima do segmento".

Castro destacou a mudança por que está passando a indústria de embalagens. "Hoje, cerca de 80% das tintas em massas corridas vendidas no Brasil são envasadas em latas. Isso não existe em grande parte do mundo, onde o mercado é dominado pelos baldes de plástico, com uma pegada de carbono muito menor. Os baldes industriais estão ganhando espaço e a demanda deve crescer bastante nos próximos anos".

Leo de Castro, presidente da Fibrasa, se disse muito animado com as perspectivas que se apresentam. "Há menos de dois anos estávamos inaugurando uma expansão aqui na Serra, agora, estamos anunciando um novo aporte, que tem a capacidade de atrair um novo arranjo industrial para o Espírito Santo. A gente está muito animado porque acredita no negócio e acredita no potencial do Estado. É o maior investimento que a Fibrasa faz no Espírito Santo em seus quase 55 anos de história. Estamos mudando a fábrica da Serra de patamar". 

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