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Da porta para fora: o que mais preocupa os sócios do Porto da Imetame

Fechamento do acordo com a Hapag-Lloyd para a operação do terminal de contêineres coloca o porto muito bem posicionando, mas para melhorar ainda mais, a infraestrutura externa precisa ajudar

Vitória
Publicado em 23/01/2026 às 03h00
Contorno de Jacaraípe
Contorno de Jacaraípe foi entregue, no final do ano passado, pelo governo do Estado. Crédito: Carlos Alberto Silva

Com o fechamento do acordo entre Imetame e Hapag-Lloyd para o terminal de contêineres do porto que está sendo construído em Barra do Riacho, Aracruz, o que deve acelerar a negociação com os futuros clientes do complexo, os olhos dos sócios do empreendimento tornam a se voltar para as conexões do porto: ferrovias e rodovias principalmente.

Hoje, são quatro as intervenções que mais têm merecido atenção: os contornos de Aracruz (trecho Sul), Barra do Sahy e Nova Almeida (todas de responsabilidade do governo estadual) e a continuidade das obras da BR 101. A chegada da duplicação até o trevo da BR 259, em João Neiva, é tida como fundamental. A Ecovias, concessionária responsável pelo trecho, garante que a entrega se dará até 2028 (ano de início das operações do terminal de contêineres do novo porto).

E a ferrovia? As melhorias do Ramal Piraqueaçu (que liga a Estrada de Ferro Vitória-Minas) e na Ferrovia Centro Atlântica (que apanha cargas no Brasil Central e conecta-se na Vitória-Minas em Belo Horizonte) também são muito relevantes, mas o impacto maior não se daria na operação de contêineres, mas na de grãos, que visa ter o agro do Brasil Central como grande cliente. Quanto mais demorar para os investimentos ferroviários saírem do papel, mais tempo levará para o terminal de grãos decolar.

O movimento dos contêineres se dará, fundamentalmente, por rodovias e por cabotagem (em navios menores ao longo da costa brasileira). Com uma profundidade inicial de 17 metros, a intenção do Porto da Imetame é tornar-se um concentrador nacional e até continental de contêineres. Para efeito de comparação, Santos, o maior porto do Brasil, opera com profundidade de 15 metros no terminal de contêineres. Hoje, a carga de fora chega em Santos (ou Rio) para depois, em navios menores, vir para Vitória. A intenção é inverter esta lógica.

O Hanseatic Global Terminals Aracruz quer, em 2030, movimentar 1,2 milhão de contêineres por ano. Hoje, o Espírito Santo movimenta pouco mais de 300 mil, portanto, estamos falando em quintuplicar o negócio. O projeto da HGT (Hanseatic Global Terminals) é global. O conglomerado, que possui 22 terminais portuários espalhados pelo planeta, quer ter mais de 30 até 2030.

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