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Crédito para o agro: Sicoob ultrapassa o Banco do Brasil no ES

O Banco do Brasil é, historicamente, o maior repassador de recursos para o agronegócio brasileiro. As cooperativas, entretanto, estão ganhando mercado

Vitória
Publicado em 22/01/2026 às 17h46
Os melhores cafés arábicas das Montanhas do Espírito Santo serão avaliados
Os melhores cafés arábicas das Montanhas do Espírito Santo serão avaliados. Crédito: Arquivo/AG

O Sicoob liberou R$ 1,96 bilhão para o agro do Espírito Santo no primeiro semestre da safra 2025/2026, iniciada em junho passado. Isso significa 36% do total aplicado. Assim, a instituição liderou a injeção de recursos ao produtor no Estado, ultrapassando o Banco do Brasil, que historicamente ocupou a liderança. Do volume operado pela cooperativa, R$ 921,2 milhões foram para os gastos correntes do produtor. Os investimentos ficaram com R$ 633,2 milhões e os repasses estão direcionados principalmente à modernização das propriedades, à ampliação da capacidade produtiva e ao ganho de eficiência.

"Nosso foco é estar próximo do cooperado, entender suas necessidades e garantir crédito com orientação, contribuindo diretamente para o desenvolvimento sustentável do agronegócio no Espírito Santo”, afirma Nailson Dalla Bernadina, diretor executivo do Sicoob Central. Ao todo, mais de 9 mil produtores foram atendidos no primeiro semestre da safra 2025/2026.

Ao todo, no Espírito Santo, o crédito rural bateu em R$ 5,51 bilhões no primeiro semestre da safra. No período, foram realizadas 27.114 operações. “O grande diferencial nestes seis primeiros meses do ano-safra 2025/2026 foi a participação do cooperativismo de crédito na liberação dos recursos. Sicoob-ES, Sicredi e Cresol foram responsáveis por mais da metade do aporte total dos financiamentos rurais no Espírito Santo”, assinalou o secretário de Estado da Agricultura, Enio Bergoli. “O crédito rural é um grande aliado para a modernização tecnológica e ganhos de eficiência na agropecuária, melhorando a competitividade dos agricultores".

O custeio da produção concentrou a maior parcela de recursos, somando R$ 2,71 bilhões. O investimento totalizou R$ 1,63 bilhão e foram direcionados principalmente à estruturação produtiva, modernização, máquinas, melhorias e ampliação da capacidade das propriedades rurais.

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