Em 2025, o Espírito Santo exportou US$ 347,2 milhões, R$ 1,86 bilhão no dólar de hoje, de pimenta-do-reino. Foram 56,2 mil toneladas. Recordes absolutos em termos de volume e divisas. Em valores, a expansão em relação a 2024 foi de 113%, em volume, o crescimento ficou em 58%. A pimenta está atrás apenas dos tradicionais café (US$ 1,79 bi) e celulose (US$ 862,6 milhões) na pauta exportadora do agronegócio capixaba.
"O grande destaque das exportações do agro, em 2025, foi a pimenta-do-reino. Terceiro produto mais exportado e que, há algum tempo, participava com algo perto de 5% do volume exportado. Em 2025, foi para 11% do total exportado pelo agro do Espírito Santo. Foi, sem dúvida, o ano da pimenta-do-reino", disse o secretário de Estado de Agricultura, Enio Bergoli.
É um trabalho de muitos anos que, agora, alcança um patamar bastante consolidado. Uma das consequências se dá na estrutura da base produtiva do Estado, que possui mais de 100 mil propriedades rurais. Sete em cada dez produzem café (arábica ou conilon). A segunda colocação, historicamente, era ocupada pela pecuária de leite. A Secretaria de Estado da Agricultura já estima que a pimenta tenha tomado esse lugar.
"Este movimento, que não é pequeno, vem trazendo uma mudança estrutural relevante dentro das propriedades capixabas. Já estimamos que a pimenta seja a segunda cultura mais presente nas propriedades do Espírito Santo, à frente da pecuária de leite. A pimenta está valorizada e crescendo, enquanto o leite enfrenta uma crise há alguns anos", analisou Bergoli.
Hoje, o Espírito Santo responde por 69% das exportações brasileiras de pimenta-do-reino.
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta.
