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Agro do ES: faturamento da Nater Coop anda de lado, mas performance melhora

A Nater Coop, uma das maiores cooperativas do agronegócio do Espírito Santo, fechou o ano de 2025 com um faturamento de R$ 2,3 bilhões

Vitória
Publicado em 21/01/2026 às 17h58
Loja autônoma da Nater Coop
Loja autônoma da Nater Coop. Crédito: Nater Coop/ Divulgação

A Nater Coop, uma das maiores cooperativas do agronegócio do Espírito Santo, fechou o ano de 2025 com um faturamento de R$ 2,3 bilhões, pouco abaixo dos R$ 2,4 de 2024. O café, com a redução dos preços, foi o que mais impactou. Apesar da queda, os membros da cooperativa estão comemorando os números do ano passado. O ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 115 milhões, 5% do faturamento, o melhor da história. As sobras (o lucro das cooperativas) ficaram em R$ 35 milhões (1,5% do faturamento).

Em 2024, apesar do faturamento mais alto, o ebitda ficou em R$ 57 milhões e as sobras em R$ 8 milhões. Portanto, houve um aumento expressivo das margens, em 2025. "A gente vem trabalhando muito na gestão e no ganho de eficiência das nossas operações. Tivemos uma expressiva melhora das margens mesmo com os juros, o custo financeiro, muito elevados. Foi um ano relevante para a geração de caixa e para o aumento da saúde financeira da Nater Coop", salientou Marcelino Bellardt, CEO da cooperativa.

Para 2026, o trabalho em cima da gestão seguirá firme e a cooperativa continuará investindo em diversificação e agregação de valor na sua cadeia. "Estamos investindo forte em tecnologia, na prestação de serviço e agregação de valor. Temos 42 lojas de insumos e tomamos a decisão de não abrir nenhuma em 2026. Vamos focar na melhora da prestação de serviço ao produtor. Também fizemos investimentos pesados no nosso complexo de armazenagem, a produção está crescendo e precisamos ter uma logística eficiente. Também estamos apostando na agroindústria, faremos, por exemplo, um investimento de R$ 30 milhões em um abatedouro de aves de postura, visando a fabricação de farinha para ração de pet, em Santa Maria de Jetibá. É um conjunto grande de ações para incrementar o resultado", explicou Bellardt.

Em relação ao café, carro-chefe da cooperativa, o presidente da Nater Coop disse esperar um ano de expansão. "Acho que teremos uma boa colheita, sem queda em relação ao ano passado, os preços estão bons e o produtor está muito estocado. Tivemos uma queda na comercialização do ano passado porque os produtor resolveu segurar. Acho que teremos um ano de 2026 bastante interessante no café, afinal, tem estoque e a colheita parece que será boa".

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