A capixaba Placas do Brasil, fundada em junho 2018, em Pinheiros, Norte do Espírito Santo, com o objetivo de fornecer MDF para a indústria moveleira, muito forte na região, merece uma atenção especial. Não apenas pelo sucesso empresarial que vem obtendo, mas pela governança estabelecida desde o começo e pela visão estratégica na agregação de valor e verticalização dos processos.
Mais de 30 investidores, a maioria da região Norte do Estado, formam a sociedade da empresa. Algo para lá de incomum. Só uma governança muito sólida, construída desde que a ideia começou a sair do papel, em meados da década passada, consegue manter a coesão estratégica da companhia - nos bons e maus momentos. Apenas um exemplo: 2020 seria o primeiro ano da unidade na plena potência, mas aí veio a pandemia e a operação chegou a ficar parada por dois meses. Os sócios tiveram de colocar R$ 50 milhões para manter o negócio de pé.
Passado o pior momento econômico da pandemia, que se deu no primeiro semestre de 2020, a Placas do Brasil, muito beneficiada pela forte retomada do mercado imobiliário (que influencia bastante a indústria moveleira), chegou a operar acima da capacidade. Diante do cenário, os investidores, já em meados de 2021, iniciaram as rodadas de investimento e não devem parar tão cedo.
Cabe destacar que o que foi feito nos últimos cinco anos não foram expansões de capacidade da produção original, o MDF cru, mas aportes em novas linhas de produtos com maior valor agregado e na verticalização de processos. A primeira rodada foi em uma unidade de MDF revestido, que já foi até ampliada. Agora, em um investimento de R$ 25 milhões, foi inaugurada a linha de impregnação de papel nas placas de MDF, abrindo as portas do mercado premium. Até o final do ano, será inaugurada a fábrica própria de resina, insumo muito usado pela Placas. Um aporte de mais R$ 25 milhões que deixa clara a estratégia de verticalização da operação.
Luis Cordeiro, sócio, fundador, presidente do Conselho de Administração da Placas do Brasil e um dos cérebros da governança da empresa, adiantou que a produção de papel está na mira da empresa. "Ainda não tem definição, mas está no radar. Hoje, o material precisa vir de Curitiba. Temos um ótimo mercado e os resultados estão vindo, a nossa estratégia passa por ganharmos eficiência, competitividade e agregar valor ao nosso produto".
Em menos de dez anos de operação, a Placas do Brasil tem muita coisa para mostrar.
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