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Após subir 78%, preço do arroz cai no ES. Veja 30 alimentos que estão mais baratos

O arroz, que foi um dos vilões da inflação em 2020, acumula queda de 9,43% nos preços desde janeiro. Lista mostra os alimentos que mais apresentam queda nos preços em 2021

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 17/05/2021 às 20h52
Itens da cesta básica no supermercado
Preço do arroz começa a cair nos supermercados após uma sucessão de aumentos. Crédito: Fernando Madeira

Enquanto a inflação já avança 2,94% neste ano na Grande Vitória, o preço dos alimentos, grupo que mais pesou no bolso do consumidor em 2020, acumula um recuo de 0,72% entre janeiro e abril de 2021. Acontece que, se por um lado o preço de produtos como a carne de boi continua com nas alturas, por outro alguns itens têm registrado queda contínua nos preços, sendo que um deles se destaca.

Principal alimento na mesa dos brasileiros, o arroz chegou a encarecer 78,39% no ano passado e foi o grande vilão da cesta básica. Entre janeiro e abril deste ano, porém, já ficou 9,43% mais barato em relação aos quatro primeiros meses de 2020. É uma queda pequena ainda, mas que já dá algum alívio no bolso do consumidor.

Em abril, o valor do alimento teve redução de 0,47%, registrando queda pelo quarto mês consecutivo, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Há outros alimentos que registraram uma queda de preço ainda maior que o arroz, porém são menos significativos nas contas de inflação por serem menos consumidos. Confira a lista dos 30 produtos que mais ficaram baratos em 2021 no final do matéria.

Um dos fatores que contribuíram para o encarecimento do arroz no ano passado foi o aumento do consumo, a partir de março de 2020, quando as restrições de circulação tiveram início e mais pessoas passaram a cozinhar em casa, consumindo mais do que teriam feito se alimentando fora. O produto chegou a ser tão demandado que supermercados tiveram que limitar a venda por família em determinados momentos.

Além disso, o Brasil também vendeu mais arroz para o exterior, não apenas porque o consumo externo estava maior, mas também porque a alta do dólar tornava a exportação mais atrativa do que o mercado interno.

Naquele cenário, um pacote de 5kg do grão chegou a custar quase R$ 30 em alguns supermercados no ano passado. Hoje, o preço gira torno dos R$ 20, mais barato, mas ainda distante dos patamares do começo de 2020, quando essa mesma embalagem custava em média R$ 14.

POR QUE OS PREÇOS ESTÃO CAINDO?

O conselheiro da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), João Devens, considera que o fato de que o arroz está em plena safra, gerando uma maior oferta no mercado, é o principal motivo para a queda nos preços. “A safra desse ano foi boa, os estoques se renovaram, e isso tem um grande impacto nos preços. É a equação mais antiga de todas: a relação entre oferta e demanda. Então, de certa forma, já era algo esperado”, pontuou.

Ele observa, entretanto, que os preços dificilmente voltarão ao patamar observado no início de 2020, quanto um pacote de arroz custava entre R$ 13 e R$ 15.

“Os custos para o produtor subiram muito ao longo do último ano, até mesmo em função da alta do dólar, que afeta o preço de fertilizantes, entre outros. Se o preço voltasse aos patamares do ano passado, haveria desânimo e o agricultor deixaria de plantar, ocasionando desabastecimento e uma nova alta dos preços. É preciso que haja um equilíbrio.”

Para o pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Universidade de São Paulo (USP), Lucilo Alves, este declínio é, na verdade, um ajuste de mercado. Isso porque há um ritmo menor de compra pelos consumidores, gerado, entre outros motivos, pelo fim de alguns subsídios do governo como o auxílio emergencial.

Em entrevista ao G1, o pesquisador destacou ainda que após os preços subirem, “o Brasil reduziu a tarifa internacional de importação e tentou viabilizar a importação de outros países para atender o mercado doméstico, buscando um equilíbrio”, o que também ajudou a baixar os valores.

Outros alimentos que no ano passado também registram maior alta na inflação, com óleo de soja, carnes, leite e derivados, também estão mais baratos.

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