ASSINE

Preço do frango deve subir pelo menos 10% no ES nos próximos meses

Depois das carnes de boi e de porco, agora o frango também deve ficar mais caro. Avicultores estão reduzindo a produção diante da dificuldade para encontrar milho e soja no mercado nacional

Publicado em 01/05/2021 às 20h48
Asinha de frango
Preço do frango deve subir nos próximos meses. Crédito: Eko Anug/Pixabay

Os consumidores capixabas podem ir preparando o bolso. Com o preço da carne de boi e de porco em alta já há algum tempo, a salvação para muitos passou a ser carne de frango, que é mais em conta. O problema é que agora ela também vai ficar mais cara.

Avicultores do Espírito Santo já dão como certo um aumento de pelo menos 10% nos próximos meses, o que deve acontecer, aliás, em todo o país.

De acordo com o vice-presidente da Associação de Avicultores e Suinocultores do Espírito Santo (Aves/Ases), Volkmar Berger, o aumento no preço do frango será uma consequência da disparada nos preços do milho e da soja, usados para alimentar a criação.

"Hoje existe uma escassez de milho e soja no mundo. Todo mundo lá fora quer comprar o produto brasileiro, porque sabe que o nosso produto é de qualidade. Eles tem dólar na mão, tem poder de barganha maior que o nosso. Favorece o produtor exportar ao invés de abastecer o mercado interno. O milho, por exemplo, que era um produto que custava R$ 90, agora é R$ 107 a saca de 60 quilos”, explica.

Volkmar Berger

Vice-presidente da Aves/Ases

"Enquanto durar essa escalada de preços, que é algo que a gente não sabe quanto tempo será, vai ser forçado o aumento do produto final. Com as altas que estão tendo toda semana no milho e na soja, teremos um aumento de pelo menos 10% no preço do frango. Só um milagre evitaria isso"

O encarecimento do milho e da soja também tem contribuído para que muitos produtores diminuam o ritmo da produção. Com isso, a tendência é que a oferta de frango diminua e contribua também para um aumento dos preços ao consumidor.

Frangos em granja
Frangos em granja. Crédito: Agência Brasil/Arquivo

"Está havendo desaceleração da produção de modo geral, incluindo o frango. Naturalmente, vai diminuir a oferta desses produtos no mercado e vai aumentar os preços. Isso deve acontecer nos próximos meses. É lei da oferta e da procura, com mais gente procurando e menos produto disponível", afirmou.

Ainda segundo Berger, a expectativa dos produtores é que aconteça uma redução de impostos. Isso poderia evitar ou pelo menos amenizar o aumento dos preços ao consumidor final.

"Estamos muito preocupados e tentando com o governo a redução do impostos de PIS e Cofins da importação, isso pode ajudar (a conter a alta dos preços). É uma incógnita quando exatamente esse aumento vai acontecer, mas a gente prevê um aumento de preço para o consumidor nos próximos meses. Esse aumento só não veio ainda porque o mercado está regulado, ainda tem frango para todos. Quando a oferta diminuir, o aumento é inevitável", conclui.

Se você notou alguma informação incorreta em nosso conteúdo, clique no botão e nos avise, para que possamos corrigi-la o mais rápido possível

Para melhorar a sua navegação, A Gazeta utiliza cookies e tecnologias semelhantes como explicado em nossa Politica de Privacidade. Ao continuar navegando, você concorda com tais condições.

Bem-vindo

A Gazeta deseja enviar alertas sobre as principais notícias do Espírito Santo.