Antes de ser preso, líder da Telexfree jogou celular fora, diz PF

A polícia relatou à Justiça Federal que Carlos Wanzeler, líder do esquema, quis destruir provas ao tentar se desfazer de aparelho celular. O equipamento foi recuperado pelos policiais

Publicado em 22/12/2019 às 17h31
Atualizado em 23/12/2019 às 11h24
Carlos Wanzeler,  chefão da Telexfree, chegando no DML para fazer exame de corpo delito, após ser preso pela Polícia Federal no dia 17 de dezembro. Crédito: Ricardo Medeiros
Carlos Wanzeler, chefão da Telexfree, chegando no DML para fazer exame de corpo delito, após ser preso pela Polícia Federal no dia 17 de dezembro. Crédito: Ricardo Medeiros

Ao avistar os policiais federais que cumpririam o mandado de prisão contra ele, na última terça-feira (17), o líder da Telexfree Carlos Wanzeler lançou o aparelho celular dele pela janela do carro. Para a Polícia Federal, foi uma tentativa de destruir possíveis provas. 

Na ocasião, Wanzeler e Carlos Costa, outro chefe do que ficou conhecido como o maior esquema de pirâmide do mundo, foram presos, em Vila Velha. Dois dias depois, o desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), Paulo Cesar Morais Espírito Santo, liberou ambos ao conceder liminar (decisão provisória) em pedido de habeas corpus.

A tentativa de se desfazer do celular durante cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão na Operação Alnilam foi flagrada por um popular. Ele alertou os policiais, que recuperaram o aparelho. A PF relatou o episódio à Justiça Federal, conforme consta em processo ao qual A Gazeta teve acesso. 

Na decisão por meio da qual recebeu a mais recente denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF-ES) contra os chefões da Telexfree por lavagem de dinheiro, o juiz federal substituto Vitor Berger Coelho também mencionou o arremesso do celular.

Vitor Berger Coelho

Juiz federal substituto

"Segundo informações prestadas pela autoridade policial, (Wanzeler) tentou destruir prova, tendo em vista que, ao avistar os policiais federais, arremessou para fora do automóvel que dirigia seu telefone celular e, quando foi preso, disse que não estava portando tal equipamento, que somente foi apreendido porque uma pessoa que presenciou este episódio entregou-o à PF"

São cerca de 20 ações penais relacionadas à Telexfree em tramitação na Justiça Federal. A mais recente é fruto de denúncia oferecida pelo MPF-ES por lavagem de dinheiro por meio de um imóvel localizado no Centro de Vitória.

O advogado de Carlos Wanzeler, Rafael Lima, afirmou que o ato não foi má-fé do empresário, mas possivelmente uma reação natural em "momento de desespero ou descuido". O representante do empresário disse que todos os esclarecimentos sobre as investigações serão apresentados em momento oportuno.

mpf pf (polícia federal) telexfree

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