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Infecções simultâneas

Risco de morte por Covid-19 aumenta em pessoas com gripe, diz estudo

A mortalidade foi de 43,1% no grupo de pacientes testados e que apresentaram as duas doenças ao mesmo tempo

Publicado em 02 de Outubro de 2020 às 20:52

Redação de A Gazeta

Publicado em 

02 out 2020 às 20:52
Covid-19
Várias pesquisas relacionadas à Covid-19 têm sido desenvolvidas ao redor do mundo Crédito: Pixabay
Um estudo realizado com pessoas que utilizaram o sistema de saúde do Reino Unido mostrou que há um aumento no risco de morte para as que contraíram a Covid-19 e, ao mesmo tempo, tiveram contato com o vírus da influenza (gripe). A análise da Public Health England (PHE) foi feita entre os meses de janeiro e abril de 2020.
Entre as 19.256 pessoas testadas para as duas infecções, 58 estavam com os dois vírus. A mortalidade foi de 43,1%, portanto, 25 indivíduos morreram com a coinfecção e, destes, 20 (80%) tinham mais de 70 anos.
A divulgação na "The BMJ", uma publicação periódica no Reino Unido, mostrou que a incidência de mortes foi 2,2 vezes mais alta do que em pessoas com apenas o novo coronavírus.
Após a publicação da pesquisa, no final de setembro, o vice-diretor médico da Inglaterra, Jonathan Van-Tam, disse em uma coletiva que a "coinfecção com influenza e Covid-19 produz resultados ruins."
O médico lembrou que apenas a gripe pode ser prevenida com vacinas. Pesquisadores ainda buscam avançar fases na produção de vacinas contra a Covid-19.

NOVAS INDICAÇÕES

Segundo a doutora em Epidemiologia e professora da Universidade Federal do Espírito Santo, Ethel Maciel, os dados revelam "algo que ainda não tínhamos". "Um estudo que traz uma nova luz", completa. Ela explica que a publicação traz novas indicações sobre o impacto de doenças agudas, como a gripe, simultaneamente ao coronavírus.
Em entrevista ao jornalista Fábio Botacin, durante o CBN Cotidiano desta sexta-feira (2), a especialista afirmou que, apesar de não termos dados do Brasil, já que os números foram coletados no Reino Unido, há um aumento de mortes por doenças respiratórias e que esse quadro requer mais investigações.
"Isso também pode ter acontecido aqui. Temos que analisar vários anos para saber como foi o comportamento da influenza", sustentou Ethel Maciel.
A análise da Public Health England (PHE) apontou que evidências antigas mostram que ser infectado por um vírus respiratório significa que as pessoas têm menos probabilidade de serem infectadas por outro a curto prazo. Mais pesquisas são necessárias, porém, para entender a relação entre a influenza e o Sars-CoV-2 (novo coronavírus), porque a gripe chegou mais cedo no inverno passado e, desse modo, os dois não se sobrepuseram por longo período. 

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