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Entenda

Quem já teve (ou está com) Covid-19 pode tomar a vacina?

Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) explica que pessoas que contraíram a Covid devem aguardar um prazo mínimo para a vacinação

Publicado em 25 de Março de 2021 às 08:14

José Carlos Schaeffer

Publicado em 

25 mar 2021 às 08:14
A cidade do Rio de Janeiro retoma hoje (25) sua campanha de aplicação da primeira dose da vacina contra a covid-19 em idosos da população em geral. Hoje serão vacinados os idosos com 82 anos.
Vacinação contra a Covid-19 Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Com o início e ampliação da vacinação contra a Covid-19 para diferentes faixas do grupo prioritário, algumas dúvidas começam a surgir sobre a aplicação do imunizante em determinadas situações. Uma das principais delas é se pessoas que já tiveram ou estão com a Covid-19 podem tomar a vacina e, em caso de poderem, quanto tempo devem esperar.
A doutora em Epidemiologia e professora da Ufes, Ethel Maciel, disse que essa é uma das perguntas mais recebidas por ela atualmente. “Inclusive, é uma das perguntas que eu mais recebo das pessoas no meu Instagram. Não tem contraindicação da vacina com a Covid. O que a gente pede é que a pessoa melhore dos sinais de sintomas para não confundir efeitos adversos da vacina com sinais de sintomas da vacina”, explicou.
Para esclarecer o assunto, a reportagem de A Gazeta foi atrás de respostas com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que coordena o plano de vacinação no Espírito Santo, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), sobre o prazo que a pessoa deve esperar para, então, ser vacinada.
Quem já teve (ou está com) Covid-19 pode tomar a vacina?
De acordo com a explicação enviada pela Sesa, e que corrobora a da epidemiologista, ainda não foi provado que a vacinação de pessoas infectadas pela Covid-19 tenha um efeito prejudicial sobre a doença. No entanto, é recomendado que a vacinação seja adiada nas pessoas com quadro sugestivo de infecção em atividade para evitar confusão com outros diagnósticos diferenciais. Segundo a secretaria, este adiamento deve se resumir em pelo menos quatro semanas após os primeiros sintomas.
“Como a piora clínica pode ocorrer até duas semanas após a infecção, idealmente a vacinação deve ser adiada até a recuperação clínica total e pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas ou quatro semanas a partir da primeira amostra de PCR positiva em pessoas assintomáticas”, informou, em nota.

VACINA EM MULHERES GRÁVIDAS

A reportagem também questionou sobre a aplicação em mulheres grávidas. A Sesa informou que a segurança e eficácia das vacinas não foram avaliadas no grupo de gestantes, lactantes e puérperas. Mas ressaltou que estudos realizados em animais não demonstraram risco de malformações. Por isso, é recomendado que seja feita uma avaliação entre a paciente e o seu médico para a melhor decisão.
“Para as mulheres, pertencentes a um dos grupos prioritários, que se apresentem nestas condições (gestantes, lactantes ou puérperas), a vacinação poderá ser realizada após avaliação dos riscos e benefícios e com decisão compartilhada, entre a mulher e seu médico prescritor”, destacou.

A VACINAÇÃO

A vacinação contra a Covid-19 segue sendo realizada em todo o Espírito Santo. De acordo com o Painel de Vacinação da Secretaria de Estado da Saúde, 535.270 unidades de imunizantes já foram recebidas e, até o momento, 235.850 pessoas receberam a primeira dose e 77.404 a segunda dose.

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