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Médico explica por que pessoas vacinadas são diagnosticadas de novo com Covid

Mesmo depois da segunda dose e do período para que o organismo produza a devida reposta imunológica, quem tomou a vacina não está completamente imune à Covid-19

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 25/03/2021 às 11h27
 GERAL - BRASILIA, COVID-19, VACINAÇÃO DRIVE-THRU CORONAVAC -Profissional de saúde nesta quinta-feira, 18 de março, prepara uma dose da vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan, antes de aplicar em idoso em um drive-thru. 18/03/2021
Mesmo após tomar a vacina, recomendação é continuar usando máscara e mantendo o distanciamento. Crédito: MATEUS BONOMI/AGIF 

O número de contaminados cresce de forma acelerada e, com ele, aumenta também a expectativa pela vacina. Mas especialistas fazem um alerta: mesmo os que foram vacinados contra a Covid-19 devem seguir com o uso de máscara e todos os demais cuidados. Isso porque a vacina não impede que a pessoa se contamine, mas diminui a chance de que ela adquira a doença na forma mais grave e precise ser hospitalizada.

Mesmo depois da segunda dose e do período para que o organismo produza a devida reposta imunológica, quem tomou a vacina não está completamente imune à Covid-19. Esta semana, durante um pronunciamento, o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, chegou a mencionar que já existem casos no Espírito Santo de pacientes que pegaram a doença pela segunda vez, mesmo após tomar a vacina.

"Já temos relatos de infecção de pacientes que tiveram a doença no ano passado, foram vacinados e contraíram a Covid-19 após 28 dias da vacinação. Tiveram sintomas leves, mas é um alerta. Quem está vacinado ainda vive em ambiente de circulação do vírus. Não pode aglomerar e deve usar máscara", disse o secretário na ocasião.

O infectologista Lauro Ferreira Pinto explica por que isso acontece. "As vacinas não têm 100% de proteção, de eficácia contra a doença e contra a transmissão. As vacinas têm proteção e devem ter impacto em hospitalização e morte. Já era esperado, que mesmo as pessoas vacinadas, podem ter casos de Covid. O que se espera é que sejam casos mais leves", esclarece.

O médico lembra ainda que a taxa de transmissão no Espírito Santo segue muito alta, o que aumenta o risco das pessoas se infectarem. Assim, quem já tomou a vacina precisa pensar também nas pessoas que estão a sua volta.

Lauro Ferreira Pinto

Infectologista

"É muito importante as pessoas terem noção que, mesmo se já pegou a doença, se já tomou vacina, elas podem pegar e transmitir para algum ente querido. Então é continuar com máscara, continuar com todo o cuidado, porque não temos 100% de proteção. Não sabemos sobre o impacto na transmissão da doença. Temos que continuar mantendo o distanciamento das pessoas e usando máscara"

NOVAS CEPAS

Outra dúvida diz respeito às novas cepas do coronavírus, entre elas a B.1.1.7 - que é extremamente veloz e atinge os jovens - em circulação no Espírito Santo.  

"As vacinas foram desenhadas para diminuir hospitalização e morte. É a arma que nós temos. É muito importante vacinar. É possível que lá frente tenha que se calibrar a vacina para novas variantes que estão surgindo no Brasil. Quanto mais alta a taxa de transmissão, mais variação. Isso pode ter algum impacto na vacinação. Nesse momento a missão é vacinar o mais rápido possível", alerta o infectologista.

SEGUNDAS DOSES PARA AMPLIAR VACINAÇÃO NO ES

"As doses que chegaram recentemente serão todas usadas para a primeira dose. Precisamos vacinar rapidamente a população com toda a quantidade de vacina disponível no Espírito Santo", afirmou recentemente o Secretário de Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes.

No entanto, apesar da orientação e da antecipação, a segunda dose do imunizante continuará sendo garantida para quem tomar a primeira. A estratégia do Estado é distribuir as que estão reservadas conforme houver a confirmação do envio de novas remessas pelo Ministério da Saúde.

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